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O juiz nu

Para Platão e a tradição platônica antiga, até Proclo inclusive, a morte é certo esforço contínuo pela educação nas ciências matemáticas, na ciência da dialética e no uso dos prazeres de separar a alma do corpo, onde ela se encontra dispersa, e concentrá-la em si mesma. Se a filosofia é a assimilação da alma em si mesma ao inteligível, palavra que compreende os objetos matemáticos, as Ideias e o mundo, então não há filosofia sem morte. Por sua vez, a justiça é o efeito, primeiro para a alma, depois para a cidade, da assimilação da alma ao inteligível. Sendo assim, não há justiça sem filosofia e, principalmente, não há justiça sem morte. Por isso, o verdadeiro juiz deve julgar nu, despido do corpo, dos erros e dos encantos do corpo, que viciam o julgamento justo. Por isso também, o verdadeiro juiz deve ser filósofo, o que significa: o verdadeiro juiz deve se exercitar a morrer.Este livro mostra que o conceito de morte como purificação da alma, órfico e pitagórico na origem, serve a Platão de fundamento da filosofia, de condição da justiça e de instrumento de crítica aos juízes atenienses do século IV a.C. e, por que não, aos juízes brasileiros do século XXI.Encerra a obra apêndice que contém tradução e comentário do diálogo Por que Platão disse que Deus sempre geometriza, de Plutarco, com texto grego à frente.O livro conta ainda com prefácio de autoria do Prof. Eduardo Bittar (Direito-USP) e texto de orelha de capa escrito pelo Prof. Roberto Bolzani (Filosofia-USP).

Book information

  • Author: Jonathas Ramos de Castro
  • Publisher: Editora Dialetica
  • Imprint: Dialética
  • ISBN-13: 9786525227375
  • Language: PT
  • Edition: 1
  • Publication date: 2022-02-22
  • Pages: 140
  • Format: 155 × 230 mm
  • Classification: Filosofía
On Demand Religión y Espiritualidad Filosofía y religión Filosofía Idioma: PT Editorial: Editora Dialetica Autor: Jonathas Ramos de Castro
20.150 20.150

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