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Religión y Espiritualidad
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A Híbrida Barquinha
A Barquinha é uma religião ayahuasqueira fundada em 1945, em Rio Branco (Acre), pelo ex-marinheiro e devoto de São Francisco, Daniel Pereira de Mattos.Menos conhecida e estudada, e restrita ao Brasil, se destaca por contemplar uma cosmovisão híbrida que a possibilita assimilar símbolos e ritos de diferentes matrizes religiosas: catolicismo popular, esoterismo europeu, umbanda, candomblé, encantaria maranhense; kardecismo, além de influências xamânicas, indígenas e do próprio Santo Daime.Este livro narra a história completa, desde o nascimento de Daniel até os diversos grupos que se originaram após seu falecimento. Apresenta as principais influências religiosas recebidas no decorrer desta história, assim como os rituais originais e adaptados que foram sendo introduzidos ao longo do tempo.O texto é norteado por conceitos essenciais nos estudos de religião comparada, tais como ecletismo e sincretismo religioso, além do conceito central de hibridismo cultural.
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O Leviathan de Hobbes em nova perspectiva
O livro do professor Jairo apresenta as principais interpretações sobre o Leviathan de Thomas Hobbes com destaque para as interpretações mais recentes. A obra não apenas apresenta as interpretações de modo descritivo, mas analisa os pressupostos envolvidos em cada uma delas comparando-as de maneira analítica com o texto do próprio Hobbes. Sem dúvidas, é um livro fundamental para entender os debates atuais sobre a filosofia moral e política de Hobbes.
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Memórias e Confissões Platônicas
Um bom rapaz, com menos de vinte anos, renuncia a vida pacata e sua bela família, bem como uma linda moça, e busca ser padre missionário redentorista. Após uma década de dedicação, alegria e entrega vocacional, se apaixona perdidamente por uma linda moça, e sofre profundas dores morais. Em crise vocacional, o seminarista chora sete meses em silêncio sepulcro, sem revelar a ninguém sua paixão amorosa. A moça o seduzia cada vez mais, enquanto ele tentava vencer a tensão e o tesão pelo belo corpo de mulher, sempre ardente e sedutor. Após um ano de dor, decide deixar a moça e ir para o noviciado. Porém, mesmo sem ter cometido pecados graves, foi expulso do seminário pelo padre diretor que cuidava de sua formação religiosa. Sem pecado e sem juízo, ele se entrega à mulher amada e busca a felicidade, agora livre de censuras morais. Apesar de fiel e muito carinhoso, o ex. seminarista foi traído e abandonado pela namorada. Após brutas alucinações e planos suicidas, foi salvo por uma amiga e protegido por sua mãe.Esta obra revela, por testemunho ocular, as virtudes e os pecados dos altares, e questiona a distância entre formador e formando na busca do sacerdócio. Fala da alegria e sofrimento dos seminaristas em busca do sacerdócio na vida de seminário. Deixa claro sobre a beleza dos trabalhos missionários pelos padres felizes e realizados na vocação. Exalta o valor das pastorais evangelizadoras ao povo carente de fé e esperança. Porém, não omite reflexões críticas e solidárias sobre o problema crucial entre o peso da batina e a leveza de uma saia. Confessa, pelo visto e sentido, a verdade inconfundível: na absoluta maioria dos casos de desistência de um sacerdote do seu ministério, a causa sempre é a mesma: entre a ascensão de uma saia e a queda de uma batida, há um padre angustiado e sofrendo o crivo da dor vocacional. O autor questiona a maneira desumana de os seminaristas serem excluídos do seminário, mesmo quando querem permanecer. Por fim, Hugo agradece os padres formadores que o ajudaram a ser o que é hoje como pessoa, esposo e pai de filhos muito amados. O livro faz uma bela reflexão entre os fenômenos do amor, da vocação sacerdotal e a questão da lei do celibato do clero. Para o autor, o problema crucial da vida de um padre religioso, não é a lei do celibato em si, mas o fenômeno da castidade. Em síntese, a Igreja como instituição evangelizadora, precisa mais de cristãos felizes que de padres hipócritas. Casar ou abrasar-se, eis a questão. No meio do caminho tinha uma mulher, tinha uma mulher no meio do caminho , e agora, Hugo?
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Relações entre a vida e a morte
Na sociedade contemporânea profundas transformações políticas, econômicas e sociais afetaram os hábitos e tradições das maneiras de se tratar a morte. O presente livro faz algumas passagens entre os diferentes campos de conhecimento tais como: urbanismo, direito e meio ambiente nas sociedades contemporâneas. Trata da apreensão da transformação das relações que os vivos têm com os mortos, principalmente em relação a; quais os tratamentos que a subjetividade capitalística tem com os mortos? Isto é, como convivem com seus moribundos no isolamento da UTIs ou com cuidados paliativos; qual a disposição final: sepultamento em cemitério convencional, cemitério parque, cremação, criogenia; e quais as infinitas e exóticas possibilidades de transformação dos corpos mortos; e quais as novas maneiras de recordar os mortos? Sem esquecer que Os negócios da morte na sociedade contemporânea incluem a intensificação do uso de seus espaços e a construção de memórias espetacularizadas. Evidencia outra maneira de se analisar os processos morrer-disposição final dos corpos por meio da atenção teórica, principalmente dos filósofos Gilles Deleuze e Michael Foucault. Neste livro, a ênfase recai na relação entre os novos espaços e a intensificação dos usos como expressões de controle dos negócios da morte, que formam as tramas do tecido social e participam das relações de conservação do poder, através da cartografia, não apenas da arquitetura e gestão dos espaços, mas também do ciberespaço, no qual encontram se os cemitérios virtuais e mudanças no culto à memória dos mortos.
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Futebol, política e religião se discutem
Futebol, política e religião: em maior ou menor medida, esses três temas definem as experiências de vida de boa parte dos habitantes de nosso planeta. Por toda a importância que carregam, os três assuntos não podem ficar de fora das discussões e debates que compõem o cotidiano de uma sociedade democrática. Tendo isso em mente, este livro procura abordar os três assuntos com uma boa dose de filosofia e pitadas de sociologia, história e até economia, utilizando uma linguagem simples e acessível sem perder a profundidade do conteúdo. O livro Futebol, política e religião se discutem é pensado para tratar temas complexos de maneira fácil e agradável, dividindo-se em pequenos artigos que podem ser lidos em poucos minutos, mas trazem informações e argumentos cujo impacto positivo (seja para construir um conhecimento de vida sólido e profundo, seja para arrasar nas discussões cotidianas com curiosidades sobre os temas) pode durar vidas inteiras.
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Tu não matarás
O livro é fruto da pesquisa da autora que resultou em sua dissertação de mestrado em Filosofia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Discorre a respeito da obra do filósofo Emmanuel Lévinas e alguns de seus principais conceitos. Busca ratificar a importância de seu pensamento nos dias de hoje, tendo sua vivência da II Guerra Mundial como fio condutor. Considera-se fundamental este estudo, uma vez que situações de extrema violência (real e/ou simbólica), aniquilação e genocídio em nome de diferenças as mais variadas foram e ainda são uma realidade. Emmanuel Lévinas traz justamente a Ética como filosofia primeira, propondo uma primazia desta em relação à Ontologia. Além de Lévinas, compõem a pesquisa recortes e citações de diversos autores a respeito do tema a fim de fundamentar as ideias apresentadas.
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A boa, agradável e perfeita vontade de Deus
Você sabe o que fazer para experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus?Se não sabe ande comigo nessa estrada para você descobrir.Se sabe, use está estrada como padrão de julgamento para verificares se estais certo.Você sabe ou quer motivos para andares nesta estrada que Deus te propõe a andar?Você sabe como se manter nesta estrada firme e forte? Você é capaz,verdadeiramente, de se manter nela? Você quer testemunhos de pessoas que andaram nesta estrada e experimentaram essa vontade de Deus em.suas vidas? Aqui terás.
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Merleau-Ponty em torno da política
O presente livro tem como proposta disponibilizar para o leitor brasileiro um percurso nas obras em torno da política de Maurice Merleau-Ponty. Há uma dificuldade inicial quando falamos dos ensaios de política do autor, que este livro busca sanar com uma hipótese: não podemos a justo título entender os esforços do filósofo francês em compreender os eventos de seu tempo a partir da ótica da filosofia política. Portanto, torna-se necessário compreendermos sua obra política em torno de dois eixos interdependentes: o humanismo e a ontologia. Temas como o comunismo, o mundo pós Segunda Guerra, ou mesmo as querelas que envolvem a leitura merleau-pontyana do humanismo em contraposição direta com a de Sartre, são abordados a partir de um certo olhar fenomenológico direcionado para o mundo concreto habitado por questões sociais e políticas. É nessa ótica que propomos uma leitura de sua obra como sendo uma resposta desde o final dos anos de 1940 à questão humana que surge com o sonho socialista perpetrado pela U.R.S.S e seu fracasso retumbante. É neste contexto que um retorno a Maquiavel é proposto pelo autor como capaz de fornecer uma nova base para pensar a política em sua concretude própria: sem resolução final, mas com uma virtude sem resignação, entendida por nós a partir de uma leitura de seu curso no Collège de France em 1954 sobre a noção de instituição. É deste modo que pretendemos conferir unidade à obra de um autor que sempre se aventurou a pensar o presente.
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As Palavras Mais Frequentes ao Longo da Bíblia
Há alguns anos, deixei de escrever corrido, passei a fazê-lo por meio de palavras-chave e fui admitindo conceitos-chave ou mesmo frases-chave.Este livro, por meio das palavras mais frequentes ao longo da Bíblia, procura despertar, no leitor, atenção no que concerne ao estudo de Temas Bíblicos, instigando-lhe interesse em aprofundar-se.Estabelecidos Atenção e Interesse, provavelmente seguir-se-á o Desejo de aprofundar estudos, quem sabe a Pós-Graduação em termos de Mestrado.Caberá ao leitor aprender a aprender. Minha posição no campo da docência manifesta-se por concepções construtivistas: o orientador indica possíveis caminhos; o aluno, no caso, o leitor, é chamado a seguir um dos caminhos ou mesmo identificar outro(s).Alguns tópicos importantes deste livro:Introdução à Pesquisa Científica;Introdução à Estatística;Comparação entre diferentes fontes de dados e informações;A condução do leitor à análise de texto e elaboração de anotações;O conceito de Pós-graduação Mestrado;A Dissertação de Mestrado, sua formatação;Questionamentos que possibilitem a identificação de caminhos eA importância de identificar aplicações práticas para o dia a dia.Estes dois últimos itens materializando o conhecimento adquirido.O Trabalho Acadêmico, aqui com indicações em direção à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, às Normas estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas e à Metodologia Científica.
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A razão de o sábio não temer a morte na filosofia de Arthur Schopenhauer
Na presente obra, há a investigação da possível relação entre os temas sabedoria de vida e temor à morte na filosofia de Arthur Schopenhauer. As obras básicas analisadas são O mundo como vontade e representação (1819-1844), tomos I e II, e os Aforismos para a sabedoria de vida (1851).
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Diante da finitude
O pensamento de Sêneca se caracterizou por centrar o seu interesse na pessoa, interiorizando a vida moral e defendendo a dignidade humana. Em seus escritos também se evidencia a preocupação com a formação do homem ideal, aquele que seria capaz de viver com sabedoria. No entanto, em seu drama existencial, o homem defronta-se, inevitavelmente, com um grande mal: o medo da morte. Essa preocupação com a morte se destaca em seu pensamento filosófico, consistindo a tomada de consciência dessa realidade em um princípio de sua moral: a mortalidade enquanto condição natural. Quando incapaz de aceitar essa realidade e controlar seu medo, o homem prejudica seu projeto de caminhar rumo à sabedoria e à felicidade. Para Sêneca, cabia ao homem identificar os males a que estava sujeito, buscando constantemente sua perfeição. Outrossim, para atingir este ideal de perfeição, deveria o homem estar em conformidade com sua própria natureza e afastar-se daquilo que lhe pudesse retirar desse caminho, o que somente seria possível de se alcançar com a superação do medo da morte. Caberia ao homem refletir sobre o sentido da vida e da morte. Portanto, em Sêneca, uma verdadeira educação pressupõe uma educação para a morte, pois isso proporcionaria ao homem a tomada de consciência sobre sua condição, sobre sua fragilidade e sobre a mortalidade em si. Com isso, a morte não seria entendida como causa de angústia e sofrimento.
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A carne do real
O real enquanto impossível aponta para a direção do insondável, do que se mostra como estranho ou mistério e que não se deixa apreender. Essa atmosfera perpassa toda a vida humana, no sentido de que, enquanto sujeitos, somos atravessados por um non-sens, um limite, seja este o limite do desejo ou da própria existência, representado pela morte. Por outro lado, é desta finitude que emerge a possibilidade de significações, tal como a vida e a morte, o ser e o nada, o eu e o outro. Entre um e outro não há contradição, mas reversibilidade, quiasma, que encontra no conceito de carne (Chair) de Merleau-Ponty, em Lacan por meio do conceito de extimidade (Extimité) e a figura topológica da Fita de Möbius, um modo de descrever esta experiência arqueológica da existência. Esta experiência não passou despercebida por Freud, principalmente ao descrever a vida anímica marcada por uma estranheza íntima (Unheimlichkeit). É esta estrutura que A carne do real tenta recuperar, a partir do diálogo entre Merleau-Ponty e a psicanálise, a fim de permitir entendermos o funcionamento de nossa existência enquanto sujeitos de desejo e cindidos pela finitude.
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Pastoreio de Almas em Terras Brazilis
Esta dissertação apresenta uma análise da institucionalização da Igreja Católica no território que hoje corresponde ao Estado do Paraná. O período estudado desdobrou-se entre os séculos XVII, quando são fixadas as primeiras paróquias, e os finais dos Oitocentos, quando foi criada a Diocese de Curitiba, em 1892, até a posse de seu primeiro bispo, em 1894. A expansão portuguesa e a expansão da Igreja aconteceram de forma simultânea em função do instituto do padroado, que permaneceu até a Proclamação da República no Brasil. Através desse mecanismo, o Império Português tornou-se o mecanismo de proliferação da fé católica, assim como a Igreja tornou-se o braço de sustentação da expansão colonial portuguesa. Para dar conta desse amplo processo, através dos estudos bibliográficos e a análise de fontes, o estudo abrangeu a institucionalização da Igreja na América Portuguesa, indicando as diversas circunscrições religiosas a que essas terras foram submetidas para depois acompanhar os desdobramentos da Diocese de São Salvador até surgir a Diocese de Curitiba, desmembrada da Diocese de São Paulo.
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A arte nova e o novo na arte na filosofia de Theodor W. Adorno
Fruto de dissertação de mestrado defendida pela autora no Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFMG em 2014 sob orientação do prof. Dr. Eduardo Soares Neves Silva, este livro tem como objetivo principal realizar uma interpretação da filosofia de Theodor W. Adorno que problematize o estatuto do novo na arte. A importância desse assunto se deve à compreensão, defendida pelo filósofo, de que a busca pelo novo na arte moderna tem como modelo o fetichismo da mercadoria. A proposta, então, é a de diferenciar a aparência de novidade da indústria cultural e o novo na arte, ressaltando como que este último assegura o caráter de verdade da arte. Além disso, pretende-se mostrar que o novo na arte moderna, mais que uma ideologia modernista, deriva do modo como Adorno interpreta a tradição dialética e a concepção romântica de obra de arte original. O livro conta com prefácio escrito pelo professor da UFMG Eduardo Soares Neves Silva.
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Teoria Crítica do Direito do Trabalho
A presente análise tem por propósito contribuir para o delineamento das bases epistemológicas da teoria crítica do direito do trabalho. Aponta-se a imprescindibilidade do uso do método materialista histórico-dialético no empreendimento de estudos de matiz crítico, assim entendidos como aqueles que, ao inserirem o direito na totalidade social, levam em conta a interdisciplinaridade em suas análises e procuram desvendar as abstrações ocultadas na realidade social para apontar as possibilidades emancipatórias por ela viabilizadas, mas também por ela mesma obliteradas. Propõe-se que a teoria crítica do direito do trabalho procure lidar com a típica ambivalência desse ramo jurídico por via da interação dialética entre a crítica político-ideológica dirigida ao seu conteúdo normativo, assim como da crítica à própria forma jurídica. A primeira, político-ideológica, revela a natureza classista do delineamento normativo do direito, que se altera de acordo com a correlação de forças entre trabalhadores assalariados e capitalistas, assim como denuncia o papel ideológico de tais alterações, as quais se prestam a pacificar o conflito social e, assim, possibilitar a manutenção do capitalismo. A segunda, dirigida à forma jurídica, classifica o direito como uma forma social determinada pelo capitalismo, que deve ser superada ao lado da superação desse sistema produtivo. Faz-se o estudo do instituto dos tempos de trabalho com a teoria crítica do direito do trabalho como escolha epistemológica.
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Cognição Incorporada
É preciso perceber e estabelecer os pontos de relação entre as pesquisas da ciência cognitiva e as investigações da experiência humana. Para realizar essa tarefa, serão abordados os temas da fenomenologia, particularmente, os conceitos da fenomenologia de Merleau-Ponty, no que concerne à percepção e ao corpo próprio. Para complementar a descrição da experiência humana, será abordada a filosofia budista, com foco na prática meditativa. Após esse processo, serão tematizadas as diversas áreas da ciência cognitiva, como o cognitivismo, o conexionismo e a teoria da enação, com a intenção de chegar ao conceito de mente corpórea, o qual tem por objetivo construir um paralelo entre ciência cognitiva e experiência humana. Para ampliar a noção de mente corpórea, será discutida a teoria da cognição de Santiago. Também será abordada uma filosofia do não-self, como um outro ponto de convergência entre a ciência e a experiência. Seguindo o trajeto da pesquisa, a consciência será investigada de um ponto de vista sistêmico. Por fim, serão examinadas duas escolas de estudo da consciência, a neurofenomenologia e o projeto de naturalização da fenomenologia.
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A Ontologia Política de Heidegger
A presente pesquisa busca uma compreensão política possível a partir de um mergulho no pensamento do filósofo alemão Martin Heidegger. Assim, inicia-se com a análise dos textos da ontologia fundamental, notadamente das obras escritas na década de 1920 e que não assumem a filosofia política como preocupação central. Neste caminho aparecem elementos imprescindíveis para a tentativa de desvelar uma compreensão política mais originária. Aborda-se temas como: o mundo e o cotidiano. É também problematizado o compartilhamento de mundo, o ser-com e, ainda, a impessoalidade. Em um segundo momento, investiga-se a comunidade, o povo, a decisão e como a história está relacionada a esta discussão. No enfrentamento a estas questões, pontua-se a compreensão da verdade e de uma temporalidade originária debatida nas obras do referido pensador alemão. Neste ponto, adotou-se obras tanto da década de 1920 como da década de 1930. Na terceira e última parte, volta-se a atenção para os textos produzidos no ano em que Martin Heidegger assumiu o reitorado da Universidade de Freiburg (1933) bem como em alguns textos anteriores e posteriores que, de alguma maneira, têm relação direta com este período. Conclui-se, assim, que a liberação de uma outra compreensão política é possível a partir do acesso ao pensamento de Heidegger, desde que exista a disposição em adotar uma compreensão holística de sua obra.
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Da vontade imperfeita à instituição do Estado Civil em Kant
O objetivo deste livro é analisar a necessidade da instituição do Estado Civil no interior do pensamento filosófico de Immanuel Kant. Para o cumprimento de tal tarefa é necessário perpassar pelo conceito de vontade imperfeita, cujo âmbito de incidência se dá em todos os homens, e que nos impede de seguir de modo infalível os ditames da razão prática pura, implicando na seguinte consequência: quando agimos com o intuito de satisfazer nossos próprios interesses, isto é, quando cedemos a nossos próprios desejos e inclinações, impossibilitamos, por conseguinte, a liberdade externa dos outros indivíduos e a coexistência pacífica dessa liberdade externa na vida em sociedade. Desse modo, impõe-se a seguinte questão: como possibilitar a vida em sociedade, garantindo a liberdade externa dos indivíduos e a coexistência livre entre arbítrios alheios? Haveria algum tipo de móbil capaz de conduzir minha vontade imperfeita, possibilitando, por conseguinte, a coexistência livre entre arbítrios alheios? Ora, a resposta proposta em conformidade com a análise do texto kantiano é a de que tal garantia da liberdade externa só se efetivará com o advento do Estado Civil ou Direito Público, visto que só este Estado possui um móbil capaz de conferir tal garantia, a saber, a coerção. Assim, com vistas a auferir a coexistência em liberdade entre arbítrios alheios, ter-se-á como necessária a transição do Estado de Natureza para o Estado Civil.
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A liberdade de expressão no pensamento de Ronald Dworkin
Este livro apresenta interpretação do direito à liberdade de expressão disponível na obra do filósofo norte-americano Ronald Dworkin. No primeiro capítulo, aborda o sentido em que o autor fala de direitos, o significado das liberdades no seu liberalismo, e o esforço por ele feito de integrá-las à sua concepção de justiça distributiva, a saber, a igualdade de recursos. O capítulo segundo cuida de aspecto importante da teoria do autor: a continuidade entre ética e moral, em especial à sua teoria da dignidade.Também explora consequências da teoria ética de Dworkin às liberdades e a integração entre ela e o valor da igualdade. O terceiro capítulo, então, lida mais diretamente com direito à liberdade de expressão como Dworkin o concebe: integrado à justiça distributiva e fundamentado no que chama de independência ética e na autenticidade que marca a igualdade de recursos, bem como a uma concepção de democracia. Também faz parte do terceiro capítulo discussão de casos concretos: nele se explica por que Dworkin inclui na liberdade de expressão o discurso de ódios e pornografia mas também por que não inclui a liberdade de imprensa, a liberdade acadêmica e os atos de expressão por empresas.
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Em busca da singularidade perdida
Há dois extremos da subjetividade, o da alienação, opressão, dominação, e, no lado oposto, a singularização, a criação, a expressão. Com Nietzsche, Spinoza, Foucault, Deleuze e Guattari, entre outros, entendemos que o problema, o qual o processo de singularização deve enfrentar, não é o poder, mas as relações de dominação dele; que o problema não é a moral, mas determinadas morais apequenadoras da vida; que o problema não são os signos, mas as palavras de ordem que os determinam; que problema não é o Eu, mas determinado modo identitário de o confeccionar.Cuidemos para que a falta não se torne lei; para que o desejo parta de nossa singularidade interior ou imanência absoluta; para que o verbo do meio não se prenda ao sujeito do fim; para que o devir jamais se fixe numa forma permanente; para que a dança e fluidez de Dionísio não perca seu movimento na pose de Apolo; para que nosso pensamento não se ajoelhe à estátua do ego; para que todos os tronos e pedestais caiam sob o fogo de Heráclito, tornando possível, enfim, que sejamos senhores de nós. Cuidemos de nós, caso contrário alguém cuidará, e frequentemente o suposto cuidado do outro não é senão um disfarce para acessar nossa fragilidade e controlar nosso sofrimento e gozo.
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Hegel e as artes
Ao propor uma sistematização das artes, Hegel busca apreendê-las tanto em sua singularidade quanto em sua universalidade como arte. O sistema das artes é a terceira parte da estética, apresentada depois daquelas dedicadas ao belo ideal e às Formas de arte, e corresponde à investigação da realização da arte na efetividade e da efetivação do espírito na materialidade, nas formas das diferentes artes particulares. A busca por uma sistematização ou divisão das artes já vinha sendo trabalhada por pensadores do idealismo e do romantismo, fundamentalmente com base em questões de forma e expressividade de cada arte, sendo que Hegel destacará o conteúdo, levando em consideração um aspecto lógico que permeia todo o seu pensamento filosófico, o qual, aliado a questões inerentemente estéticas, determina a compreensão conceitual das artes. Hegel empreende uma articulação histórico-conceitual entre a arte e suas formas de efetivação na materialidade, estabelecendo um conteúdo típico de cada arte como reflexo do contexto espiritual das Formas de arte, onde o conteúdo simbólico se liga à arte da arquitetura; o conteúdo clássico, à arte da escultura; e o conteúdo romântico, às artes da pintura, da música e da poesia. Por meio de um tratamento baseado na historicidade do conteúdo das artes, constitui-se um sistema dinâmico, que permite também refletir sobre o contexto posterior a Hegel com base em seu pensamento, discutindo-se as relações entre forma e conteúdo na arte moderna.
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