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A Imprensa do Rio de Janeiro e o Conceito de República (1820-1822)
Na fase de emancipação do lado brasileiro do Reino Unido de Portugal e Cia. e início do Primeiro Reinado, a imprensa se transformou em um importante instrumento de elaboração e veiculação de ideias, projetos e debates públicos. No universo dos impressos da Corte do Rio de Janeiro, um dos grupos políticos que disputou os rumos institucionais do nascente Império do Brasil foi acusado de tentar mudar a forma de governo, ou seja, de atentar contra o regime monárquico estabelecido, visando à instauração de uma república. Propomo-nos a analisar o conceito de república veiculado por este grupo de periodistas, seus projetos para a nascente brasileira, bem como sua possível associação a ideais republicanos. Esta busca se pautou pela investigação dos usos e significados dos conceitos de república/republicanismo nos panfletos que circularam na imprensa da Corte do Rio de Janeiro, bem como da análise de um dos periódicos deste grupo, o Reverbero Constitucional Fluminense, de forma a apreender as possíveis linguagens políticas desses publicistas da independência. Conduziremos esta investigação por meio da análise do referido periódico e de panfletos impressos na coleção Guerra literária - Panfletos da Independência (1820-1823), visando a reconstrução das comunidades de linguagem onde esses impressos circularam e os possíveis significados que esses escritos poderiam assumir enquanto lances linguísticos dentro dessas comunidades.
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Discursos sobre o Interesse Público na Primeira República
Compreender o passado de uma nação é um processo trabalhoso. O passado em si é sempre uma realidade confusa e complicada, cujo estudo demanda seriedade e respeito às fontes primárias. Já o Direito Administrativo é um dos ramos do Direito Público que mais se aproxima das finalidades políticas do Estado, e seu estudo revela importantes considerações quando se busca compreender a construção estatal moderna, notadamente na complexa realidade brasileira. Partindo, assim, de uma perspectiva da História do Direito, a presente obra tem por objetivo investigar as práticas discursivas envolvendo o enunciado interesse público nas doutrinas de Direito Administrativo lançadas na Primeira República, entre os anos de 1889 e 1930. Isto porque, analisar o pensamento jurídico construído através da produção doutrinária lançada na Primeira República é importante à compreensão dos limites teóricos em que se movia a jurisdição do período. Partindo deste recorte temporal específico e fazendo uso da obra de Michel Foucault como referencial metodológico, o objetivo desta obra é analisar quais as relações de poder que atravessam o referido discurso de modo a construir a própria realidade nacional naquele período. Assim, num primeiro momento é tratado o referencial teórico de Michel Foucault, como os conceitos de discurso na verdade criam a realidade sobre a qual dizem descrever, depois é passado em revista o contexto político e social do período estudado, e por fim é realizada a análise direta de seis obras de Direito Administrativo lançadas no período, retirando trechos de todos os textos originais. Busca-se, assim, compreender a história do Direito Administrativo brasileiro e, consequentemente, repensar o processo de construção do Estado nacional.
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Caricaturas
Fake News é coisa do passado! Também.Poderíamos nos questionar se, relativamente às Fake News, seria possível estabelecer algumas semelhanças entre a Revolta da Vacina (Rio de Janeiro, início do século XX) e a Campanha pela vacinação contra o Coronavírus. Embora distantes no tempo, nos dois episódios iremos nos deparar com uma grave situação sanitária no Brasil. Nos dois momentos, informações sem fundamentação científica acabam por levar o medo e a desconfiança à população, que reage negando-se a ser imunizada. Em 1904, por conta das informações infundadas, muitas pessoas passaram a acreditar que a vacina, ao invés de salvar vidas, tinha como objetivo eliminar a população que compunha as classes populares.Em Caricaturas: a sátira da saúde no Rio de Janeiro da Ordem e do Progresso, podemos descobrir no humor um grande aliado; um retrato satírico da difícil realidade sanitária da capital da República, no início do século, veiculado em caricaturas da época, representa uma oportunidade de colocarmos em discussão a questão da saúde, sempre tão contemporânea.A caricatura é expressão do caráter de uma sociedade e de seu tempo, provocando o riso, mas também fazendo-nos refletir. O humor funciona, dentro da caricatura, como uma espécie de sinal de alerta para a sociedade e, sendo assim, possui uma função social; o riso reprime as excentricidades, o humor transforma-se em travessura. Se o riso castiga, castiga a quem? Quais são as maiores vítimas dos chargistas?
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Terra, sabor, inovação e cultura
Nomear algo é apropriar-se do mundo. Como uma criança, que desde a primeira infância vai identificando o que está à sua volta, estamos sempre aprendendo ao identificar e nomear. Entretanto, vivemos num mundo de saberes deslocalizados com capacidade técnica de reproduzir qualquer coisa em qualquer lugar para vender tudo a todo mundo, desde que haja demanda. A produção e o consumo de massa, o moldado e o pré-moldado. O não lugar do fast food.Uma indicação geográfica (IG) é o contrário disso, pois nasce de saberes localizados que têm a ver com ativos territoriais específicos, a começar pelas pessoas que vivem lá. E há também o bioma, a aptidão do solo, a altitude e a natureza potencializada para gerar o melhor, associado ao trabalho das pessoas que fazem parte daquela paisagem. Perde-se no tempo a identificação de um produto com seu lugar de origem. Por exemplo: a associação do azeite com o Mediterrâneo é um fenômeno cultural total, o azeite é o Mediterrâneo mesmo antes da era cristã.História, tradição e cultura não são avessas ao que de melhor a técnica e a ciência podem oferecer em todos os campos do conhecimento. Afinal, por que só os grandes empreendimentos do agronegócio haveriam de ser demandantes de conhecimento e inovações?Esse livro é sobre o Café da Mantiqueira de Minas, sua história até 2021, quando alcançou a condição de uma Denominação de Origem, um degrau mais alto depois da Indicação de Procedência, as duas formas de IG presentes na legislação brasileira.
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A verdade dita é dura
A verdade dita é dura. Este livro conta uma "história da verdade" do/no jornalismo,tendo como protagonistas os jornais Folha de S. Paulo e O Globo, nas suas íntimas, complexas e controversas relações com a ditadura militar no Brasil. Uma dura verdade, pois da ditadura estes jornais já buscaram se utilizar, apropriar e desvencilhar, costurando assim as suas próprias identidades e definindo, em linhas gerais, as bases daquilo que se constituiu como o verdadeiro jornalismo profissional praticado no país em tempos de democracia. Do golpe de 1964 à Comissão Nacional da Verdade, o leitor percorrerá nestas páginas um percurso que perpassa mais de meio século de história. Percurso capaz de evidenciar as (nem tão) duras verdades que o jornalismo construiu para si como dignas de serem reconhecidas, na sempre conflituosa relação que se dá entre lembranças e esquecimentos.
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A batalha dos Macabeus
Séculos I e II a.C., uma das maiores e mais singulares disputas pelo poder religioso e local na Judeia. Um período em que Antigo e Novo Testamento se separam por 4 séculos. Entre os anos 164 e 165 a.C., o exército selêucida comandado por Antioco IV Epífanes sofria mais uma derrota contra os insurgentes Macabeus. No comando das insurgências, estava Judas Macabeu (Yehudad Hamakabi), que liderava um pequeno contingente de revoltosos em oposição ao exército grego. Essas falanges selêucidas, no limiar de suas bases, sofreram uma série de enfraquecimentos por conta da ausência de recursos que deveriam ser pagos ao exército contratado e pela pouquidade dos despojos de guerras prometidos. A atitude do exército selêucida foi suficiente para que a mensagem chegasse até o interior da Judeia. Judas Macabeu estrategicamente reuniu seu contingente e atraiu o já debilitado exército selêucida para as vielas da Judeia e venceu a batalha. A história dos Macabeus está repleta de simbolismos e marcou por vários séculos a identidade judaica. A história possui relatos de que exércitos no período das Cruzadas travaram batalhas em nome dos Santos Macabeus.
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Os Transportes Motorizados em Florianópolis
A obra Os transportes motorizados em Florianópolis: percepções e sensibilidades cotidianas (1920-1941) é fruto de sua tese de doutorado em História, defendida na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2010. Este estudo analisa a evolução do transporte motorizado automóveis; ônibus na cidade de Florianópolis durante as décadas de 20 e 30 do século passado, inclusive numa conjuntura anterior à construção e inauguração da Ponte Hercílio Luz (19221926 / 1926), primeira ligação rodoviária entre as partes insular e continental da capital catarinense. O livro conta com robusta pesquisa de fontes documentais e histórias e, a partir da análise de 18 (dezoito) processos criminais que envolvem colisões e atropelamentos no meio urbano de Florianópolis, apresenta cenários diversos relativos aos embates e disputas de espaço e poder entre veículos motorizados, chauffeurs e transeuntes. Obra de interesse nas áreas de História e Sociologia, apresenta-se como importante ferramenta para compreensão da evolução dos veículos motorizados no meio urbano, temática que atualmente suscita profícuas discussões e envolve a operacionalização e a projeção de novas tecnologias automotivas no presente e no futuro próximo.
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A pena do espírito e o corpo de papel
A produção de narrativas e a produção de conhecimento no Ocidente moderno fazem parte de um processo que se desenvolveu concomitante, e de maneira indissociável, às dinâmicas de colonização do continente americano. Partindo deste pressuposto, esta investigação tem como proposta inquirir sobre as condições modernas e coloniais da produção de representações e de conhecimento sobre o corpo indígena no século XVIII, através da análise de duas obras escritas por padres da Companhia de Jesus que missionaram na região do Chaco em meados do referido século a saber, a HISTÓRIA de los Abipones (1784), do Padre Martin Dobrizhoffer SJ, e Hacia allá y para acá (1780), do Padre Florian Paucke SJ. O percurso de composição narrativa desta investigação passa por refletir teoricamente sobre a relação entre os conceitos de narrativa, conhecimento e representação, referenciando-os à conjuntura de desenvolvimento da modernidade e da colonialidade entre os séculos XVI e XVIII. Através desta reflexão, busca-se identificar quais as contribuições e as idiossincrasias das narrativas dos padres jesuítas no panorama intelectual dos setecentos, sobretudo na construção e na representação dos corpos dos distintos grupos indígenas do Chaco.
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O preço da liberdade
A descentralização da pesquisa histórica observada especialmente nos primeiros anos do século XXI levou a um novo momento da construção do conhecimento, contexto no qual se destacaria a história local e regional. Diante desse contexto e na expectativa de alargar ainda mais a discussão sobre a temática da escravidão no interior baiano, o estudo aqui proposto, que está inserido no campo da história social, se coloca na responsabilidade de analisar experiências vividas por escravos e libertos na Vila de Inhambupe nos últimos dezoito anos antes da abolição. A partir da análise dessas experiências vivenciadas por escravos e libertos na referida vila, o trabalho propõe como problemática principal evidenciar as dificuldades que tiveram os escravos para conquistar a liberdade, os caminhos que percorreram até alcançar esse sonho, demonstrando que em algumas situações a opção que tinham para obter a alforria seria a prática de crimes, como o que aconteceu com o escravo Ângelo, que participou do crime de assassinato de sua senhora a mando de seu senhor, em troca da promessa de alforria. Reitero ainda que esse estudo traz também, como problemática secundária, a constatação de que os pequenos proprietários de escravos na Vila de Inhambupe, na segunda metade do século XIX, alforriaram mais que os proprietários classificados e considerados como médios e grandes, dentro daquele contexto.
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O Samba como Signo da Identidade Cultural na Música Popular Brasileira
O Samba, linguagem musical que representa a Cultura Afro-brasileira, foi inscrito na história como um signo identitário do Brasil, nos anos 1930, mediante um imaginário mítico e uma política economicista. Neste estudo, é analisado o surgimento do Samba na cidade do Rio de Janeiro e a sua incorporação à história da produção cultural do Brasil, assim como a sua inscrição como mercadoria cultural e o imaginário político dos anos 1930. Apesar de representar o Brasil internacionalmente, a Cultura Afro-brasileira só foi incorporada efetivamente como parte da memória e identidade desta nação mediante as políticas afirmativas dos anos 1970. São enfatizados os antagonismos presentes nesse quadro discursivo e as soluções encontradas para combater o racismo. Postula-se uma teoria materialista do discurso, que constitui a sistematização de um nível de existência sócio-histórica e geopolítica, que coteja conceitos que enfatizam a materialidade discursiva inscrita na Música Popular Brasileira nos anos 1930. É realizado um exercício topográfico como um dispositivo de análise descritiva, enfatizando o corpo cognoscente e o fenômeno do assujeitamento ideológico a partir de tecnologias do imaginário na Era do Rádio. Referente a tópos discursivos, a memória foi articulada como um paradigma da cognição, ao tornar-se perceptível e inteligível para a representação da linguagem territorial, a ser compartilhada no complexo da luta entre classes na dinâmica intersubjetiva da metáfora do indivíduo político. A obra Casa-Grande e Senzala, de Gilberto Freyre, é referenciada como um texto literário que disseminou o mito da democracia racial.
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África. Lições de Classe
Ao contrário do que nos habituámos a pensar, o passado não é estático: muda, consoante olhamos para ele a partir de distintas perspectivas; e, ao mudar, muda também o presente e o futuro. É isso que esta obra faz.José Eduardo AgualusaFruto de décadas no curso de especialização em história da África, apresentado no Centro Estudos Afro-Asiáticos, o CEAA da Universidade Candido Mendes, no Rio de Janeiro, um conjunto de professores, com vasta experiência no continente, traz África. Lições de classe, editado em três volumes.São autores: Beluce Bellucci (coord.), Hebe Mattos, Keila Grinberg, Marcelo Bittencourt Ivair Pinto, Marcelo da Costa Nicolau, Maria do Carmo Ibiapina de Menezes, Pablo de Rezende Saturnino Braga, Paulo Afonso Monteiro Velasco Jr e Philippe Joseph Christophe Lamy.O trabalho servirá como aporte de referência a todos aqueles que desejam um conhecimento inicial em África, especialmente a professores, alunos, militantes do movimento negro e jornalistas.África. Lições de classeVolume 1 Da ascensão islâmica ao século XIXVolume 2 A África colonizadaVolume 3 A África independente
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África. Lições de Classe
Ao contrário do que nos habituámos a pensar, o passado não é estático: muda, consoante olhamos para ele a partir de distintas perspectivas; e, ao mudar, muda também o presente e o futuro. É isso que esta obra faz.José Eduardo AgualusaFruto de décadas no curso de especialização em história da África, apresentado no Centro Estudos Afro-Asiáticos, o CEAA da Universidade Candido Mendes, no Rio de Janeiro, um conjunto de professores, com vasta experiência no continente, traz África. Lições de classe, editado em três volumes.São autores: Beluce Bellucci (coord.), Hebe Mattos, Keila Grinberg, Marcelo Bittencourt Ivair Pinto, Marcelo da Costa Nicolau, Maria do Carmo Ibiapina de Menezes, Pablo de Rezende Saturnino Braga, Paulo Afonso Monteiro Velasco Jr e Philippe Joseph Christophe Lamy.O trabalho servirá como aporte de referência a todos aqueles que desejam um conhecimento inicial em África, especialmente a professores, alunos, militantes do movimento negro e jornalistas.África. Lições de classeVolume 1 Da ascensão islâmica ao século XIXVolume 2 A África colonizadaVolume 3 A África independente
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África. Lições de Classe
Ao contrário do que nos habituámos a pensar, o passado não é estático: muda, consoante olhamos para ele a partir de distintas perspectivas; e, ao mudar, muda também o presente e o futuro. É isso que esta obra faz.José Eduardo AgualusaFruto de décadas no curso de especialização em história da África, apresentado no Centro Estudos Afro-Asiáticos, o CEAA da Universidade Candido Mendes, no Rio de Janeiro, um conjunto de professores, com vasta experiência no continente, traz África. Lições de classe, editado em três volumes.São autores: Beluce Bellucci (coord.), Hebe Mattos, Keila Grinberg, Marcelo Bittencourt Ivair Pinto, Marcelo da Costa Nicolau, Maria do Carmo Ibiapina de Menezes, Pablo de Rezende Saturnino Braga, Paulo Afonso Monteiro Velasco Jr e Philippe Joseph Christophe Lamy.O trabalho servirá como aporte de referência a todos aqueles que desejam um conhecimento inicial em África, especialmente a professores, alunos, militantes do movimento negro e jornalistas.África. Lições de classeVolume 1 Da ascensão islâmica ao século XIXVolume 2 A África colonizadaVolume 3 A África independente
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Redes Governativas e Práticas Administrativas no Governo de Gomes Freire de Andrada
O livro trata de um tema caro à história colonial de minas gerais, analisando aspectos do governo exercido por gomes freire de andrada no espaço das minas gerais no século xviii. mais do que um governador de capitania que exerceu suas funções por determinado tempo apenas, gomes freire de andrada era um governador estratégico, nomeado primeiramente para o rio de janeiro e depois para as minas na década de 1730. a ampla jurisdição que o monarca português lhe atribuiu deu ao futuro conde de bobadela o comando do centro sul brasileiro, desempenhando papel decisivo nos interesses administrativos, políticos, militares e fiscais da coroa portuguesa.A obra deste grande governador teve como suporte uma ampla rede governativa que estabeleceu relações de governança estratégicas com diversos agentes administrativos, oficiais militares e magistrados no centro sul da américa portuguesa. para os objetivos deste livro, foi privilegiado a din mica deste governo no espaço das minas gerais, sem dúvida uma capitania de notável import ncia para os interesses metropolitanos.
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A Formação Territorial dos Povos Indígenas no Brasil Império
O presente livro teve como objetivo analisar os povos indígenas no processo da formação política e histórica dos territórios e das suas territorialidades no Brasil império. Essa nova leitura emerge da necessidade de uma renovação de horizontes a partir de novas perspectivas, com olhares voltados para um mesmo lapso temporal, entretanto, vislumbrando óticas que estiveram obscurecidas. A época a ser explorada decorre do período imperial brasileiro, quando tivemos a outorga da nossa primeira Constituição, em 1824, tendo sido a de maior tempo de vigência na história do Brasil, vigorando até 1889. Os elementos que justificaram a pesquisa referiram-se à constatação de um olhar para o período do Brasil império que perpetue uma ruptura com as contínuas (des)construções que ignoram, pormenorizam ou excluem os povos indígenas na invasão dos seus territórios e na desconstrução de suas territorialidades; que possibilite a constituição histórica os elencando como sujeitos, reconhecendo a negação da sua inserção na participação política, por meio da constituição, legislações, decretos, regulamentos, dentre outros, que propiciem olhares aos povos que são os originários dessa terra, os respeitando e considerando todas as suas dinamicidades, complexidades e potencialidades. A escolha do período imperial justifica-se por ser o início da construção do Estado e a formação identitária brasileira, sendo a Constituição um dos pilares para essa consolidação, bem como a delimitadora dos acessos/afastamentos a uma ampliação da participação política. O estudo conta com uma abordagem qualitativa, sendo desenvolvido por meio da pesquisa bibliográfica. Faz-se preciso ressaltar entre aqueles que constroem a ciência do direito a importância da observância dos fatos passados, para dimensionar a perpetuidade de algumas desigualdades que ainda persistem em contextos atuais, pois o imaginário criado é atemporal e a sua mera reprodução há que atentar-se para as conjunturas que o criaram.
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O Anticomunismo Fardado
Em seu livro "O Anticomunismo Fardado", o HISTÓRIAdor André Gustavo da Silva busca investigar como se deu o processo de surgimento e desenvolvimento de representações anticomunistas na Polícia Militar de Minas Gerais. O autor parte do pressuposto de que, a partir de meados da década de 1940, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) promoveu sua reestruturação orgânica que pretendia, dentre outras estratégias de ação política, infiltrar seus militantes em diversas esferas do mundo do trabalho, com o intuito de doutrinar e cooptar novos adeptos para as fileiras do partido. Dentre as categorias visadas pelo PCB figurava a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), cujo Comando teria identificado a presença de militantes comunistas em seus quadros a partir de 1947. Essa militância política de esquerda exercida por parte de alguns policiais militares foi imediatamente combatida e reprimida implacavelmente pelo Comando da PMMG, que vislumbrou em tal militância uma tentativa do PCB de minar e destruir os princípios de hierarquia e disciplina dentro de seus quartéis. A atroz perseguição e repressão sofrida por aqueles policiais militares comunistas é o principal assunto deste livro.
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Dias Mefistofélicos
Dias Mefistofélicos: A Gripe Espanhola em Manaus através dos jornais de 1918 1919 é um livro que Busca compreender como a população da cidade de Manaus enfrentou a passagem da pandemia gripal do início do século XX. O texto buscou analisar como a população da cidade com um quadro de conflitos políticos, crise econômica e a visão do desmoronar das práticas cotidianas, acabou externando comportamentos adversos diante da epidemia. Portanto, em um contexto de fome, peste, morte e eclipse, não seria difícil representar esses momentos como prenúncios apocalípticos.
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Marguerite Porete e as Beguinas
O que levou o autor a pesquisar a vida de Marguerite Porete foi entender a ausência das mulheres na história política e cultural da Idade Média e o porquê da omissão de suas presenças nos principais fatos históricos. Do primeiro contato com Marguerite Porete (? - 1310), por intermédio de seu livro chamado Mirouer, surgiu uma mulher especial, revestida de uma erudição ímpar, uma vontade inabalável e que tinha como centro de sua proclamação o amor, em plenos séculos XIII e XIV, juntamente com um movimento exclusivo de mulheres chamadas de beguinas. Todavia, a autoria desta obra somente lhe foi atribuída na década de 1940, após uma séria análise histórica pela HISTÓRIAdora Romana Guarnieri, com a extinção deste movimento.
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Dom Daniel Hostin e a recatolização do meio-oeste catarinense no início do século XX
Este livro procura mostrar como se deu o processo denominado recatolização, termo dado ao processo de restauração da Igreja Católica no Brasil, na primeira metade do século XX, que promove a sua reestruturação. Recatolização é o termo usado nesta obra para conceituar o fenômeno em que os católicos praticantes do chamado catolicismo popular são chamados a praticar o catolicismo romanizado, o qual buscava o retorno ao conservadorismo tradicional tridentino e, com isso, promover o fortalecimento dos dogmas católicos contra as práticas do catolicismo popular e investidas doutrinárias das demais denominações religiosas. O enfoque do livro se deu na atuação do primeiro Bispo de Lages, Dom Daniel Hostin, no processo de recatolização, entre os anos 1930 a 1960, na região da Diocese de Lages - SC. Dom Daniel implementou leis e práticas religiosas aumentando e incentivando, sobretudo, as devoções à eucaristia, o nacionalismo, a hierarquia católica e o amor e obediência ao Papa. Focaliza-se neste livro a relação Igreja e Estado, principalmente no período imperial e as relações de poder entre o clero e as elites locais da mesorregião oeste catarinense e planalto serrano, a relação da hierarquia eclesiástica com os fiéis leigos.
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Além das greves e da ferrovia
Pretendemos demonstrar com esta pesquisa a contribuição dada pela Delegacia Sindical da Estrada de Ferro Leopoldina na cidade de Além Paraíba para as conquistas de toda a classe operária no Brasil de 1959 a 1964. E, mesmo estando localizada em uma cidade do interior do Estado de Minas Gerais, a Delegacia Sindical dos Trabalhadores em Empresa Ferroviária do Estado do Rio de Janeiro conseguiu transformar a cidade em questão em um centro de referência da luta de classe no Brasil. Todos os objetivos de luta que foram traçados pelos sindicalistas voltavam-se principalmente para as conquistas de cunho econômico, mas, ao final, verificamos que a luta transformou-se em uma questão política e seus participantes em homens comprometidos com as mudanças que entendiam ser necessárias ao país. A consciência adquirida com a luta transformou-se em dor com o Golpe Militar de 1964, quando os sindicalistas da Leopoldina foram perseguidos e presos.
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A Ditadura Militar no Espírito Santo
Este trabalho pretende analisar a construção de uma memória positiva sobre a Ditadura Militar no Espírito Santo, por intermédio do jornal A Gazeta durante o governo do Arthur Carlos Gerhardt Santos (1971-1975). Para tal finalidade, é importante entender o contexto político, social e econômico do período conhecido por Milagre Econômico; especificamente, o projeto econômico de modernização conservadora do então presidente militar Emílio Garrastazu Médici (1969-1974); e de como, em seu governo, foram utilizadas a censura e a propaganda política, as quais ditaram o tom das práticas comunicativas da Ditadura com os cidadãos. Para tanto, se fez necessária uma reflexão historiográfica sobre a contribuição da imprensa oficial capixaba (o jornal A Gazeta) na elaboração dessa memória positiva. Utilizaremos da abordagem metodológica do filósofo alemão Jürgen Habermas, o qual analisa a atuação da imprensa no espaço público enquanto organismo de mediação entre o governo constituído na esfera pública; e do HISTÓRIAdor francês Roger Chartier, que desenvolve o conceito de representação social, cujas práticas e representações moldam a forma de pensar e agir da sociedade em determinado contexto histórico. Portanto, os caminhos do consenso e do consentimento trilhados pela ditadura militar (1964-1985) no Espírito Santo ecoam no tempo presente, indicando os conflitos silenciosos entre as memórias, tendo em vista a relação complexa da sociedade com o regime ditatorial que precisa ser revelada.
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