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Ciencias Lingüísticas

Figuras Femininas em Biografias de Presidentes Militares

A mulher não se traduz a um apêndice do outro: o homem. Ela é ator social tão presente e influente nas diversas relações quanto o homem. Postulamos a existência de uma implicação da relação presença/ausência das mulheres na construção das imagens dos homens biografados, pelo movimento de alteridade inerente ao ato de linguagem. Nesse sentido, esta obra visou identificar e caracterizar as figuras femininas presentes nas biografias de dois presidentes militares, marechal Castello Branco e general Ernesto Geisel. Buscamos aporte teórico nos estudos biográficos, dentre outros os de Arfuch (2010), Lysardo-Dias (2010, 2012) e Procópio (2012). Servimo-nos dos estudos sobre a mulher, dentre eles os de Habner (2012) e Scott (2012). Utilizamos as formulações sobre gênero feminino de Beauvoir (1980), Del Priori (1998) e outros. Adotamos a concepção de identidade de Hall (2001) e a abordagem em análise do discurso proposta por Charaudeau (2001, 2009), a Teoria Semiolinguística. Ao discorrer sobre a trajetória da mulher brasileira e os modos como ela aparece nas obras em análise, ficou evidenciada a subalternidade da mulher perante o homem, como uma construção social, a partir dos papéis socialmente definidos para cada um. Mas, embora as figuras das mulheres não tenham sido apresentadas em destaque na trajetória dessas personalidades, o movimento de presença-ausência tem fortes implicações na construção do perfil dos biografados, revelando facetas outras deles, sobretudo, sentimentais.
22.250

Imagens e Palavras

Neste livro, o autor faz análises de imagens clássicas. Uma espécie de semiologia proposta por Saussure (2006), defendendo que os signos estão imbricados nas imagens. O problema visto pelo autor é que nas imagens a significação vem antes dos significantes. Quando vemos uma imagem qualquer, vemos antes um significado, como se a imagem fosse um representante fiel do objeto representado. Enquanto o significante verbal fica escondido ou redobrado na própria imagem, gerando dois tipos de significantes: um como materialidade da própria imagem (fotografia, desenho etc.); o outro como imagem acústica do signo verbal. O que o autor afirma é que as palavras estão entranhadas nas coisas; pensamos por palavras. As imagens trazem as coisas à tona, à consciência, à presença, mas a consciência se dá, se fixa, se organiza, basicamente, na palavra. Se não soubermos os nomes das coisas, não reconhecemos nenhum objeto/imagem. Partindo de princípios filosóficos, usando Hegel; Engels; Bakhtin; Althusser; Vigotski; Cassirer; Wittgenstein etc., o autor expõe um paradoxo que se expressa na seguinte fórmula: a língua impossibilita que o homem conheça as essências das coisas, mas, em contrapartida, é única e a melhor forma que o homem tem para o acesso às coisas. Sua síntese: as representações sígnicas são representações ideológicas; o homem é movido literalmente por signos; o signo é a base da língua, a língua é a base do pensamento; o homem é um animal ideológico por usar signos linguísticos.
50.595

A construção do prazer do texto

OLHOS E LEITURAFantasias e Imaginação.A leitura prazerosa é aquela que nos conforta, provoca alegria ou curiosidade e a qual nos serve, também, para incentivar nas crianças o gosto pela leitura, contribuindo para a formação de seres humanos criativos, mais estruturados, reelaborando seus conflitos internos, possibilitando-lhes enfrentar a vida de forma saudável, auxiliando-os em sua formação psíquica, social e educacional.Almejando a concepção de indivíduos psiquicamente saudáveis e com uma formação humanitária mais livre, a escola se preocupa em formar pessoas que possam construir um mundo melhor, em que a imaginação, possivelmente, possibilitar-lhes-á encontrar as melhores soluções para o enfrentamento de seus problemas e da humanidade, à medida que vão crescendo, até atingir a idade adulta, possibilitando e formando indivíduos mais críticos e criativos.É na infância, ainda bem precoce, que despertamos nas crianças o prazer de ler: pelas histórias que contamos a elas, pelos livros recheados de figuras de linguagem, ilustrados, que as seduzem, com suas narrativas.
38.495

A performance teatral no telejornalismo (dito) sensacionalista

Não precisa de muito tempo. Basta olhar para a televisão que, em poucos minutos, é possível perceber que a atuação dos apresentadores nos telejornais sofreu algumas transformações. Se focarmos a lente em programas ditos sensacionalistas, essas mudanças ficam ainda mais evidentes na forma e no estilo de apresentação. Antes, eram os repórteres que desempenhavam um papel de protagonismo no ato de contar e levar histórias ao público. Atualmente, em programas televisivos denominados sensacionalistas, a figura do apresentador passou a ganhar maior destaque pela performance em frente às câmeras ao utilizar recursos da dramatização. Antes, era mais sisudo e sério. Agora, o apresentador trouxe os holofotes para si, transformando-se na estrela do show. O estúdio de TV passa a ser um palco, o conteúdo torna-se um espetáculo da vida real e o apresentador o grande protagonista da peça. Ele tem maior liberdade nos movimentos, dá as costas para as câmeras, faz caras e bocas, improvisa e se comunica com outros integrantes da equipe durante o programa. Ah, é importante lembrar: nada é gravado, é tudo ao vivo. A obra não analisa a qualidade do conteúdo em si, mas, sim, seu potencial em prender a atenção do telespectador por meio das estratégias utilizadas pelos apresentadores. Mas que elementos são esses? Seria apenas o conteúdo policialesco? A narrativa? A figura do apresentador? A linguagem? A exacerbação? A cultura popular? Bom, a resposta você encontra durante a leitura do livro.
19.995

Fenomenologia e filosofia da linguagem

Neste livro, pretendemos abordar alguns problemas colocados pela filosofia da linguagem contemporânea e de que forma a fenomenologia poderia inserir-se no contexto dessa problemática. Para isso, usaremos os desenvolvimentos de dois autores da tradição analítica G. Frege e J. R. Searle , dada a enorme contribuição desses filósofos para as discussões no campo da linguagem. No diz respeito às relações entre as ideias de Frege e de Husserl no campo da linguagem, pretendemos analisar três espécies de problemas: 1) O problema de Frege, ou de substituição de idênticos; 2) O problema dos nomes vazios e 3) O problema dos contextos indiretos. No que diz respeito às relações entre a filosofia da linguagem de Searle e a fenomenologia de Husserl, pretendemos discutir duas espécies de problemas: 1) A estrutura do ato linguístico na teoria dos atos de fala de Searle e na fenomenologia de Husserl e 2) O problema da secundariedade da linguagem em relação à consciência, tanto na filosofia da linguagem de Searle quanto na fenomenologia de Husserl.
18.595

Noções de História do Português

Apresentamos uma análise da trajetória histórica da língua portuguesa, com foco em quatro fenômenos linguísticos que ocorreram no lento, gradativo e permanente processo de transformação do latim em direção ao português. Nossa interpretação aponta que esses processos linguísticos continuam incidindo no português brasileiro. Assim, demonstramos que muitos fenômenos que causam estranhamento na atualidade não devem ser considerados erro de linguagem, mas fazem parte de um processo natural e histórico da língua.Fizemos a análise dos fenômenos, quais sejam (i) fixação da ordem dos constituintes na oração, em par com a tendência à topicalização no atual português do Brasil; (ii) o surgimento do artigo enquanto classe de palavras, em par com a utilização do artigo como um determinante não obrigatório no português atual; (iii) a emergência do tempo verbal futuro do presente, ao lado da construção hoje comumente conhecida como gerundismo e (iv) a apreciação de algumas mudanças fonéticas, através de uma correlação com um fenômeno próximo/similar do português hodierno.Nosso escopo consiste em apresentarmos uma interpretação de como fatos de mudança linguística se processaram e outros se vêm processando.
14.450

Construção de sentidos em letras de canção de Roberto e Erasmo Carlos da década de 1980

Esta pesquisa busca investigar o modo pelo qual os sentidos são cognitivamente construídos em letras de canção de Roberto e Erasmo Carlos da década de 1980 que abordam, especificamente, os conceitos NATUREZA e SEXO. Para tanto, adota o modelo de análise de frames aplicado ao discurso (DUQUE, 2015), que possibilita verificar o acionamento desses mecanismos cognitivos a partir de dimensões variadas e, com isso, identificar a estrutura reticulada de sentidos que é tecida em torno do discurso. Para lançar luz aos nossos objetivos,busca suporte teórico na Linguística Cognitiva de base Corporificada, mais precisamente em alguns de seus princípios fundantes, como as noções de categorização (WITTGENSTEIN, 1953; ROSCH et al., 1976; LAKOFF, 1987) e corporalidade (MERLEAU-PONTY, 1945, 1964; LAKOFF, JOHNSON, 1999; EVANS, GREEN, 2006), bem como em duas de suas categorias analíticas: frames (FILLMORE, 1976; GALLESE, LAKOFF, 2005; FELDMAN, 2006; LAKOFF, 2009; LAKOFF, WEHLING, 2012; DUQUE, 2015) e metáforas (LAKOFF, JOHNSON, 1980 [2002]; LAKOFF, 2008). Esta pesquisa é de natureza qualitativa, visto que a análise recai sobre a totalidade de um determinado fenômeno, a construção de sentidos, e, para isso, não recorre a representatividades numéricas ou à quantificação de valores (GERHARDT; SILVEIRA, 2009). As informações obtidas na análise apresentaram indícios que sugerem a existência de um padrão no tocante ao modo pelo qual as temáticas analisadas são cognitivamente construídas nas letras de canção compostas por Roberto e Erasmo Carlos da década de 1980, como a perspectiva moral conservadora utilizada para abordar os conceitos NATUREZA e SEXO.
25.895

Motivação para Ensinar

Este estudo versa sobre motivação docente, baseado em uma pesquisa de campo, com o objetivo de descobrir a origem motivacional do professor do ensino básico da rede pública estadual, na cidade de Salvador (BA). A fim de compreender melhor a motivação, como tema comportamental de desempenho docente, foram abordadas prioritariamente as teorias de Abraham Maslow e Frederick Herzberg, respectivamente teoria da hierarquia de necessidades e teoria de dois fatores. Discorre sobre asdificuldades em sala de aula, perspectiva, satisfação e insatisfação na profissão, metas na educação, conceitos de motivação, vistos sob a ótica dos docentes, dentre outros assuntos correlacionados. No decorrer do estudo desse livro, foi averiguado que as mesmas razões que motivam o profissional da educação para a docência são as mesmas que o induz a continuar e manter-se na profissão, evidenciando que a origem da motivação docente é encontrada na pessoa do aluno, mostrando a veia idealista dosprofessores por se saberem úteis na condução do saber dos alunos da educação pública.
15.650

Metodologia de Projetos

A Metodologia de Projetos, que se desenvolve no exercício de parcerias entre educadores e alunos, constitui-se um dos principais caminhos para a construção da autonomia e daconvivência democrática na escola. Alguns autores como DEMO (1996), FAZENDA (1999),MACHADO (2000) e GARDNER (1995) têmabordado a importância de se trabalhar com projetos no cotidiano escolar, respeitando-se ashabilidades e competências individuais.Assentada na aprendizagem significativa, a Metodologia de Projetos propõe uma maiorliberdade de atuação ao educador, potencializando o seu poder de escolha e aproximandoos conteúdos programáticos à realidade vivida pelos alunos, reduzindo-se, assim, a falta deinteresse e a desatenção nas aulas.
13.050

Supremo Tribunal Federal

Quem governa o Brasil? Como o Brasil é governado? O quanto o governo de fato, a rotina governamental, coincide com o modelo proposto na Constituição é a pergunta de partida, a estrela guia deste trabalho.O livro assumiu claramente uma postura e uma abordagens sistêmicas com relação ao governo e sua composição. Não se trata de atores racionais disputando narrativas em seus respectivos campos. Mas de elementos que interagem continuamente como peças de um sistema. No caso de um sistema ou subsistema político formado pelo Congresso Nacional, a Presidência da República e o Supremo Tribunal Federal.Se o STF for realmente um elemento de um sistema de poder que dirige a vida coletiva do País, estaria aberta a oportunidade para se indagar, tendo em vista o princípio republicano da alternância de poder e o princípio democrático da participação popular em processos decisórios, o quanto é democrático nosso sistema de governo. Segundo, se o STF é artífice da gramática jurídica e coartífice da gramática política, num país que se insere na tradição civilista (que aposta no primado da lei votada pelo parlamento), a própria independência do Poder Judiciário pode estar comprometida. Neste caso, o STF seria, no fundo, o senhor de uma gramática que conforma duas falas, dois saberes, duas gentes e dois mundos: o mundo jurídico e sua gente e o mundo político e sua gente. Mais uma vez a democracia pode estar acantonada.
26.950

Uma legião vinda do inferno (que esplendor é esse?)

Alexandra Lucas Coelho conta que, em um colóquio na Universidade de Évora, em Portugal, Eduardo Lourenço disse: se as gerações futuras quiserem saber que país é este podem ler os livros de Lobo Antunes. Não apenas porque nos fazem ver a vida como um combate feroz, sem fim, sem saída, mas porque nos fazem ver tudo o que não veríamos se sua obra não existisse. De fato, a escrita de António Lobo Antunes, um dos autores portugueses mais lidos e traduzidos das últimas décadas, consegue nos oferecer um olhar de alcance cirúrgico e inesgotável sobre a história de Portugal e sobre a condição humana. Neste livro, resultado de sua pesquisa de doutorado em Estudos Literários, Carlos Henrique Fonseca defende a hipótese de que há, em sua produção romanesca, uma diacronia da exclusão, enquanto herança do império português em África e da guerra colonial, da qual fora combatente, nos anos finais. A complexa relação entre Portugal e suas ex-colônias resulta em uma extensa galeria de figuras marginais, distribuídas entre loucos, outsiders, vagabundos, infratores e tantos outros rótulos estigmatizantes que a vida em sociedade pode produzir e de quem Lobo Antunes se ocupa, construindo um universo específico e, até então, pouco explorado em sua obra.
25.795

Programa de Integridade na Pesquisa para Instituições e Cientistas

A proposta deste livro se baseia na criação de um Programa de Integridade na Pesquisa institucional na forma de um sistema estruturado, que tenha o comprometimento e apoio da alta direção institucional; que possua uma instância responsável pela gestão de integridade na pesquisa; que realize ações educativas e preventivas na conduta responsável em pesquisa; que promova na instituição a cultura de integridade na pesquisa; que estabeleça diretrizes de integridade na pesquisa apoiando os pesquisadores nas tomadas de decisões; orientando quanto à responsabilidade nas práticas de pesquisa científica; que consiga monitorar e ter um acompanhamento em relação à integridade na pesquisa institucional por intermédio da gestão de riscos e de compliance na gestão de integridade na pesquisa; que estabeleça mecanismos e procedimentos referentes à comunicação, treinamentos e medidas de acompanhamento e, se necessário, disciplinares referentes à má conduta em pesquisa; que promova, monitore e realize avaliação e aperfeiçoamento contínuo do próprio programa.Propor um Programa de Integridade na Pesquisa é um importante desafio a ser realizado num campo desprovido de normas mais aprofundadas e que poderá trazer benefícios evidentes. Tal implementação poderá influenciar positivamente o ambiente científico elevando o nível de excelência e qualidade nas pesquisas promovidas pelas instituições.
25.050

Discursos sobre a identidade de sujeitos trans em textos online

O reconhecimento da identidade de gênero e o uso do nome social são algumas das principais pautas do movimento trans e LGBTQIA+ e contribuem para a diminuição da opressão e exclusão desse grupo social. Essas demandas foram parcialmente atendidas com a publicação do Decreto Nº 8.727, de 28 de abril de 2016, que dispõe sobre o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de pessoas trans em órgãos públicos federais, suscitando diversas reações-respostas nas diferentes esferas sociais. Nesta pesquisa, buscou-se analisar os discursos sobre a identidade de pessoas trans em textos online, mais precisamente a partir das relações dialógicas entre o decreto e notícias do jornalismo online, publicadas entre abril de 2016 e agosto de 2017, por meio de uma Análise Dialógica do Discurso, com ancoragem teórico-metodológica desenhada a partir dos escritos de Bakhtin e o Círculo. Com relação às regularidades discursivas, observou-se a reenunciação das teorias de gênero e sexualidade e a tentativa de neutralização por parte do discurso jornalístico, tornando opacas suas valorações. Além disso, houve também o reenquadramento de discursos acerca da identidade de pessoas trans como estratégia discursiva por parte dos veículos de comunicação, evidenciando posicionamentos axiológicos de naturezas distintas.
22.795

Escrita de mulheres e biografema na contemporaneidade

Escritas de mulheres e biografema na contemporaneidade é um estudo baseado na coletânea de contos da obra Vésperas, que narra as histórias de mulheres escritoras, as quais viveram no século XIX e XX. São personagens de várias nacionalidades: Virginia Woolf, Dorothy Parker, Ana Cristina César, Colette, Clarice Lispector, Katherine Mansfield, Sylvia Plath, Zelda Fitzgerald e Júlia da Costa descortina-se, nas narrativas, a relação da obra ficcional com o conceito de biografema, formulado por Roland Barthes. Lunardi apresenta em seus contos sensibilidade e imaginação criadora ao transformar as escritoras em personagens dialogando com a obra dessas mulheres na contemporaneidade.
17.095

Nadar contra correnteza

Este livro versa sobre a dissertação de mestrado da professora-pesquisadora Iris Nunes de Souza e está destinado a professores de línguas, alunos e apaixonados por aprendizagem de língua espanhola. Tem, como objetivo e relevância social,ressaltar uma metodologia de ensino-aprendizagem de língua espanhola por meio de temas do cotidiano dos discentes, desenvolvidos por vários gêneros discursivos, propiciando ao aprendiz maior aproximação da língua alvo com uma interação sem receio de se lançar a aprendizagem porque o que se costuma chamar de erro, nessa metodologia, constitui-se num elemento fundamental para a construção da aprendizagem e por conseguinte, da prática linguística docente e discente.
19.750

O protótipo didático para o ensino de língua portuguesa

Este livro aborda uma experiência exitosa de ensino e formação docente na educação básica envolvendo os multiletramentos e as tecnologias digitais a partir do trabalho com protótipos didáticos. Trata-se de um tema emergente dentro do escopo dos multiletramentos que convida os professores de Língua Portuguesa da Educação Básica a experimentarem outras estratégias de trabalho com a linguagem no cotidiano de sua sala de aula, cada vez mais conectada e interativa. É chegado o momento de transgredir com nossas práticas educativas visando acompanhar o que a cultura digital nos reclama: novas posturas e apostas para o ensino e a aprendizagem.
25.795

Vídeo Sob Demanda

Este livro procura abordar o atual tema do vídeo sob demanda, VoD, relacionando-o com o mercado de vídeo doméstico e com os hábitos atuais do espectador/consumidor para visualização de vídeos. A tecnologia do vídeo sob demanda está ficando a cada dia mais democrática e importante para se assistir filmes, séries, programas televisivos, etc., na sociedade contemporânea, por intermédio da internet, muitas vezes por meio do streaming de vídeo. Analisamos como a tecnologia do VoD está modificando o modo de assistirmos e consumirmos produtos audiovisuais, saindo dos meios convencionais como a TV aberta, TV a cabo e o cinema. O VoD está mudando a experiência do espectador, alterando os hábitos e as práticas sociais que envolvem a cultura da televisão tradicional e do cinema, e por isso são analisadas as formas de comunicação, interatividade e conectividade dos usuários das plataformas de vídeo sob demanda com os produtos culturais.
22.595

Coconstruções rizomáticas do conhecimento de inglês acadêmico em um curso de medicina (e outras coconstruções rizomáticas no ensino básico)

Esta obra faz parte de uma pesquisa, realizada durante o mestrado, cujo foco foi a coconstrução do conhecimento de inglês acadêmico em um curso de medicina, em uma universidade pública. Após a finalização da pesquisa, o pensamento rizomático (Deleuze; Guattari, 2011) ganhou movimento nas turmas do ensino básico, onde a pesquisadora atua. As dinâmicas, as atividades desenvolvidas, os questionamentos pedagógicos, o redesenhar dos objetivos e as discussões com variados professores no Brasil e no Canadá , entre tantas incertezas e inesperados desdobramentos, exigiram da pesquisadora uma escrita reflexiva, por meio dos relatos autoetnográficos (ELLIS; BOCHNER, 2000), e uma exposição que a levou a um outro nível de consciência (em constante construção) e, consequentemente, atuação. Por isso, a emancipação docente, conforme Rancière (2011), ocorreu antes para que a emancipação discente pudesse ser também coconstruída e as funções da educação (BIESTA, 2017) interligadas e vivenciadas. É nesse movimento rizomático no qual as possibilidades e as agências (VAN LIER, 2000, 2004) discente e docente são cocriadas entre professores e estudantes, sob a abordagem ecológica (VAN LIER, 2010), em que a natureza múltipla de interação e o uso da linguagem são sempre redesenhados em cada contexto escolar, seja ensino superior ou básico, em que forem trabalhadas.
53.695

O que se vê na TV

Este trabalho analisa os programas e a programação da Rede Globo de Televisão, recebida em São Paulo, na busca de uma categorização dos tipos de programas e do sentido global do fluxo. Identifica também os períodos em que a rede dá mais espaço à criatividade, testando novas linguagens. Nosso corpus é a programação básica da transmissora durante uma semana, no período entre os anos de 2006 e 2007, abordada sob a ótica das teorias que se preocupam com a adaptação e verificação dos discursos nos sistemas de comunicação audiovisuais. Na busca do sentido de programas e programação, nos fundamentamos em conceitos de Análise de Conteúdo, Análise de Texto, Semiótica e Semiologia da Comunicação, aplicados aos programas da TV e ao conjunto da programação. Dados os altos índices de audiência e a presença marcante no cotidiano dos brasileiros, postulamos como de relevância um olhar mais atento às estratégias de programação e contratos de comunicação propostos pela TV Globo.
19.795

O Gênero Meme e as Ragefaces

O presente trabalho apresenta um estudo que tem como objetivo propor uma análise discursiva do gênero meme, mais especificamente daqueles cujas personagens denominam-se ragefaces. Inserido no discurso da mídia e no artístico, com sua linguagem própria e personagens característicos, realizamos um breve panorama a respeito do surgimento do gênero, bem como sua popularização no País. Por meio da Análise Dialógica do Discurso (ADD), sob concepção bakhtiniana, pretende-se, primeiramente, reconhecer e justificar o meme enquanto gênero, apresentando-o como meio de comunicação socialmente construído e relativamente estável no que diz respeito aos elementos de sua composição, derivado de outros pré-existentes e, assim, adequado ao novo contexto que o veicula diariamente. Este trabalho busca discutir diferentes relações dialógicas existentes no contexto do meme e observáveis desde o processo de sua criação. A partir da análise de exemplares do gênero, pretende-se mostrar como se dá o processo de construção de sentido pelo leitor e buscar elementos que justifiquem a crescente popularização do gênero entre usuários da internet. Portanto, a escolha por este gênero extraescolar não poderia ser menos tendenciosa. Objetiva-se, com este trabalho, apresentar o meme particularmente a rageface como campo fértil para o estudo da linguagem, considerando-o enquanto moderno meio cultural de manifestação do pensamento crítico, inserido na comunicação midiática da vida contemporânea.
36.050

Ações crítico-formativas

Vivemos no interregno do tempo e do espaço estendidos, móveis, imateriais, de alternância (BAUMAN, 2016), nos quais ordem e desordem (MORIN, 2000) produzem constantes incertezas. Todavia, em inúmeros contextos escolares, ainda se presentificam o discurso do ensino fragmentado, disciplinar, uniforme, desconexo da vida que se vive (MARX e ENGELS, [1845-1846] 2007). Diante desse cenário movediço, este livro reflete/discute criticamente os sentidos e significados atribuídos por formadoras de Língua Portuguesa aos conceitos de gêneros discursivos, sequência didática e multiletramentos. Para compreender esse processo, foram desenvolvidas ações crítico-formativas baseadas na pedagogia dos multiletramentos (NEW LONDON GROUP, 1996; COPE e KALANTZIS, 2000; 2013a; 2013b) e no uso da sequência didática (DOLZ, NOVERRAZ e SCHNEUWLY, 2004). Fruto de diálogos com a Diretoria de Ensino da Secretaria de Educação do Estado do Acre, porto-me em autores da Linguística Aplicada, tendo em vista que o propósito é dialogar de maneira Inter-e-INdisciplinar com as questões de usos das linguagens (MOITA LOPES, 1996; 2006), além de investigar e propor mecanismos para os entraves encontrados nas diferentes maneiras de se utilizar as linguagens. Com essa perspectiva, encontramos no processo das ações crítico-formativas o engajamento em procurar revisitar conceitos que pareciam cristalizados e aprender novos conceitos teóricos; de considerar que os multiletramentos e a sequência didática (rede didática) são práticas possíveis por estarem associadas às práticas sociais do mundo experienciado; de perceber a necessidade de (re)verem-se enquanto formadores e de proporem ações crítico-formativas como algo realmente colaborativo e transformador.
30.995