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Entre História e Ficção
Sem querer negar ao HISTÓRIAdor de Halicarnasso o estatuto de pioneiro em um gênero novo a História este livro o aproxima, tanto no que é relativo ao estilo, quanto ao que é relativo ao conteúdo, ao mensageiro trágico. O autor possui uma relação estreita com a produção teatral de seu tempo, partilhando de profundas afinidades com a filosofia veiculada pelos trágicos do século V. A partir das Histórias e de suas marcas de historicidade e de ficção, temos a possível comparação entre o HISTÓRIAdor e a personagem da tragédia. O Heródoto mensageiro nos dá em seus relatos a expressão de suas emoções e opiniões, bem como na das personagens que apresenta. As histórias narradas, a partir da autoridade daquele que conta o que ele próprio viu e mais ninguém, levam ao conhecimento do povo grego as informações sobre aquilo que estava além de seu alcance. No momento da narração, estas mesmas histórias são transcriadas, tal qual pelo mensageiro nas peças teatrais da tragédia grega, ganhando representações pessoais que visavam convencer e seduzir. Conclusão: os sentimentos, as angústias e as tendências dos homens da época foram compartilhados na escrita das Histórias, produzindo uma obra singular ao longo dos tempos, com um cunho de atualidade para cada época que a analisaria, graças à percepção e transmissão de uma narrativa original e caracterizada pela quebra de barreira entre a ficção e a realidade.
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Romanização e Urbanismo
Esta obra consiste na abordagem do processo de urbanização romana da região do Noroeste da Hispânia, tendo por base a avaliação dos conhecimentos disponíveis propiciados pelas fontes escritas, epigráficas e arqueológicas. Para o efeito, foram selecionadas as capitais dos três conventos jurídicos do Noroeste peninsular, fundadas por Augusto, Bracara Augusta (Braga), Lucus Augusti (Lugo) e Asturica Augusta (Astorga), duas cidades de estatuto intermediário, que funcionaram como capitais regionais do conventus bracaraugustanus, Aquae Flaviae (Chaves) e Tongobriga (Freixo, Marco de Cavaneses), tendo sido igualmente avaliado o papel dos núcleos secundários, de caráter semiurbano, amplamente dispersos pelo território, denominados pelos termos defora e vici.Com o objetivo de enquadrar e problematizar o processo de urbanização romana no Noroeste da Hispânia, este livro desenvolve-se numa linha teórica voltada para a compreensão e desenvolvimento do conceito de romanização, desde a sua gênese, no século XIX, até a atualidade, tendo-se procurado igualmente valorizar o estudo do fenômeno urbano no contexto do quadro teórico e metodológico de recuperação do patrimônio material das cidades europeias do contexto pós-guerra.Assim, numa perspectiva da ciência histórica, procurou-se desenvolver um trabalho de avaliação crítica dos dados disponíveis sobre a urbanização romana desta região através dos resultados dos estudos arqueológicos e epigráficos, articulados com a documentação textual antiga de autores que tratam do espaço territorial em questão. Neste sentido, se estabelece um panorama sobre a ocupação romana da Península Ibérica, enquadrado pelas razões político-estratégicas que podem ter estado na sua origem, procurando-se compreender o programa urbanístico de Augusto no quadro da reorganização administrativa que se segue às guerras cantábricas. Deste modo, buscou-se compreender os processos que justificam a criação das capitais conventuais e a posterior consolidação do urbanismo do Noroeste peninsular durante as dinastias Flávia e Antonina, que resultaram na integração das populações indígenas provinciais na esfera cultural do Império romano, analisando-se, com base nos estudos empíricos, a forma como se consolidou o elemento urbano enquanto instrumento catalisador dessa integração.
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Remanescentes de Quilombos
Por mais de trezentos anos foram trazidos para a América cerca de doze milhões de escravizados africanos, dos quais estima-se que quatro milhões vieram para o Brasil. A partir dessa política empreendida pelos colonizadores europeus, a escravização deixa de ter as antigas motivações de guerras vencidas, dívidas, crimes etc. para assumir um caráter essencialmente racista, passando a se dar pela cor da pele, pele negra. Se de um lado a escravização representava um negócio lucrativo por ser, durante os períodos colonial e imperial, a principal mão de obra, do outro, o escravizado jamais se conformou com tal situação, empreendendo fugas, se organizando em quilombos e resistindo de todas as formas possíveis, resistência que vai além da abolição formal da escravatura, permanecendo até os dias atuais, na figura de seus remanescentes. Este livro faz o trajeto da escravatura, demonstrando que por trás de sua naturalização está o racismo institucional, que penetra as estruturas da sociedade e do Estado, impedindo o reconhecimento das comunidades remanescentes de quilombos e a consequente titulação de seus territórios tradicionais. A pesquisa fundamentada em vasta literatura especializada e em dados oficiais evidencia com imensa clareza ações e omissões de agentes públicos que podem ser interpretados como racismo institucional, na medida em que os conflitos se avolumam, enquanto os processos de titulação desses territórios apresentam números irrisórios, afrontando o disposto no art. 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórios.
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A Paraíba na Era Vargas (1940-1945)
A Paraíba na Era Vargas (1940-1945): Elites Políticas e Reforma do Estado, discute as composições políticas no Estado da Paraíba na primeira metade da década de 1940. Este ponto merece destaque, porque estas composições serão a base para a formação do antigo Partido Social Democrático (PSD), agremiação ao qual Ruy Carneiro foi líder inconteste até a sua extinção em 1965. Do ponto de vista da reorganização do Estado, o trabalho nos oferece um panorama da crise econômica em que o Estado da Paraíba vivia no início da década de 1940, no contexto da segunda guerra mundial como também da grande seca de 1942. As tentativas de superação destas crises foram uma marca da gestão de Ruy Carneiro que ao sair do governo, organizou as contas públicas, como também reorganizou a máquina administrativa do Estado. Leitura que ajudara a compreender um dos períodos mais instigante de nossa recente história política.
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Entre a tradição e a modernidade
Tenho enorme satisfação em apresentar o belíssimo livro de Thais Amaral, fruto de um encanto pelas Festas de Reis, que é parte de sua história familiar e acadêmica. E que se tornou, no percurso da pesquisa, um compromisso com os grupos que a cada ano saem em cortejo com a bandeira dos Santos Reis pela cidade do Rio de Janeiro. Thais, que além de pesquisadora é uma experiente professora das séries iniciais, há muitos anos está envolvida com os desafios de ensinar para estudantes da rede pública com diversas raízes culturais, sociais e religiosas. Este livro, além de contribuir para a história das Folias no tempo presente, certamente pode ser visto como um convite ao diálogo e ao respeito religioso e cultural, vital para nossas salas de aula. E vivido em muitas salas visitadas pela Bandeira dos Santos Reis nos meses de janeiro.Larissa Viana, professora do Instituto de História da Universidade Federal Fluminense.
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Uma República em festa!
No dia 19 de setembro de 1920, em um domingo ensolarado, chegou ao Brasil um dos maiores heróis da Primeira Guerra Mundial (1914-1918): o rei da Bélgica, Alberto I. Veio acompanhado de sua esposa, a rainha Elisabeth, e permaneceu no país por quase um mês, voltando para as geladas terras europeias no dia 13 de outubro. Apesar de raramente aparecer em algum livro de história do Brasil, a visita belga foi um evento extremamente significativo para a sociedade brasileira, afinal, receberíamos em nossas terras uma das personalidades mais importantes do cenário pós-Primeira Guerra, fato que auxiliaria na promoção da política externa e da economia brasileiras. Assim, este livro mergulha nas histórias da visita belga, em suas recepções, eventos militares e esportivos, grandes bailes e jantares de gala como uma forma para refletir sobre a sociedade brasileira dos anos 1920. Período agitado, de profundas mudanças sociais, políticas, econômicas, mas principalmente culturais. Perto de comemorar cem anos de sua independência, o Brasil (ou parte dele) vestiu-se em traje de gala para receber a realeza! E a festa foi boa! Mas não deixou de suscitar diferenças, críticas e algumas revoltas, afinal, qual Brasil seria apresentado para o tal aclamado rei da Bélgica?
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Presença centro-africana no Vale do Paraíba (SP)
A originalidade cultural da região do Vale do Paraíba expressa a presença centro-africana - Congo e Angola - e é notável ainda hoje em festas religiosas da região. Para encontrar os africanos escravizados na região, foram preciosas as fotografias de Marc Ferrez, elaboradas na segunda metade do século XIX, bem como estudos em demografia histórica: censos, registros de batismos, de óbitos etc. Enfim, dados numéricos, longe de tornar a análise fria e formal, podem sensibilizar-nos para outros protagonismos. É possível também localizar traços de culturas centro-africanas nas singularidades do catolicismo praticado no Vale do Paraíba (delineado no século XIX e com prolongamentos ainda hoje). Essa tradução expressou-se também nas artes estátuas de santos nó de pinho e nas festas religiosas Festa do Divino Espírito Santo. Seus autores, africanos e descendentes, criaram e utilizaram-se delas em suas experiências de recriar Áfricas na diáspora. Enfim, compreender como africanos escravizados tomaram para si elementos culturais que lhes foram impostos, traduzindo e criando Áfricas no Brasil, significa evidenciar novos sujeitos históricos e dinâmicas sociais de crioulização.
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O jornal Versus
O livro é resultado da pesquisa desenvolvida por Roberto da Silva Rodrigues durante o mestrado na Universidade Estadual de Maringá entre os anos de 2016 e 2018. Nele, temos uma análise sobre o jornal Versus e a imprensa alternativa, e uma investigação historiográfica sobre o processo de metamorfose política do jornal Versus, que passou do lema inicial da arte como arma política à adoção, posteriormente, de uma cultura política acentuadamente comunista, vinculado à Convergência Socialista, marcando a oposição à ditadura civil-militar brasileira.
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O Mito de Teseu e a emergência da polis
A presente obra visa fazer uma análise do processo de Emergência da polis, tendo por base Atenas, a qual foi a primeira a adotar esse modelo na Grécia Antiga. Muitos debates foram feitos acerca desse tema, no entanto, pouco se falou sobre os embates entre o ethos jônio e dório nesse processo de emergência, assim como da relação com o mito do herói Teseu. O que então procuramos apresentar aqui é a relação desses dois grupos, ou ainda, destes ethoi distintos, os quais terão importância na estruturação do modelo políade que viria a surgir na Ática. Segundo a narrativa mítica de Teseu, assim como sua representação na kylix ática de figuras vermelhas, os grupos identificados como dórios são os inimigos do herói, o qual, através do processo identificado como sinoicismo cultural ático, irá vencê-los, assim fazendo emergir a polis. Apontamos também que no campo material, esse processo se baseia no surgimento de um imaginário social ático, o qual irá ter por base uma matriz jônia, sendo assim, o herói jônio Teseu irá vencer o projeto político dório, e assim implantará na Ática uma polis jônia.
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Os Kaingang no Paraná
O trabalho trata da historiografia clássica do índio Kaingang e da análise das fontes históricas, como: os Relatórios dos Presidentes da Província do Paraná. A política indigenista dos aldeamentos na Província tinha como ponto básico "a limpeza" de territórios destinados à ocupação de colonizadores. A catequização foi utilizada como método de atração e integração Kaingang na sociedade paranaense, mas a catequese nunca teve uma política bem definida pelo Estado. Os índios, exímios no corte a machado para abertura de estradas, foram vistos pela política provincial como forma de suprimento de mão-de-obra tão escassa para a demanda do desbravamento e o conseqüente desenvolvimento da produção da Província. A resistência dos indígenas em contrapor-se aos avanços do colonizador sobre seus territórios levou o homem branco à utilização de alguns grupos indígenas rivais. Assim, na imposição da política de colonização aos rebeldes foram utilizadas lutas de represálias ou mesmo de extermínio parcial ou total de grupos inteiros. O Kaingang demonstrou no período em que ocorreu a colonização ser um sujeito na construção de sua história e não um espectador dos acontecimentos no Paraná Provincial.
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A dinâmica territorial do desenvolvimento em âmbitos espaciais periféricos
Face ao acelerado processo de avanço da globalização, o livro faz uma análise da dinâmica territorial do desenvolvimento em âmbitos espaciais periféricos. Nessa perspectiva, faz reconstituição histórica do município de Doutor Maurício Cardoso, destacando a relação do Estado com as empresas privadas no que diz respeito aos respectivos interesses quanto ao processo de ocupação e formação socioespacial regional. Evidencia o contexto político interno e externo que influenciaram na formação socioeconômica nas distintas fases da trajetória histórica; identifica as principais iniciativas empreendidas e como se articularam as instituições e atores locais. Nesse intuito, identifica os fatores limitadores e as perspectivas de desenvolvimento na visão de alguns autores. A metodologia prevê o recorte temporal, identificando três fases e os principais momentos e iniciativas que marcaram o processo de desenvolvimento de Doutor Maurício Cardoso. Do ponto de vista de seus objetivos: tem caráter de uma pesquisa exploratória que envolve levantamento bibliográfico; entrevistas com pessoas locais e especialistas; tendo a forma de pesquisa bibliográfica e de estudo de caso. Do ponto de vista da forma de abordagem do problema: se constitui numa pesquisa qualitativa, pois trata de uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito.
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Negócios de Família, Gerência de Viúvas
Estudar o cotidiano e a vida privada dos habitantes das Minas setecentistas é o caminho percorrido pelos interessados em compreender a sociedade mineira. Graças às várias pesquisas hoje, já se sabe que mulheres gerenciaram negócios, acumularam rendas e atuaram como chefes de família no Brasil Colonial. Ainda que o discurso dominante apontasse para supremacia masculina, várias foram as mulheres que controlaram suas vidas de maneira independente. O papel da mulher na sociedade mineira do século XVIII, mesmo estando à margem do poder político e sem ocupar cargos na administração pública, foi mais importante do que imaginam a maioria das pessoas. Tanto a Igreja Católica como o Estado português acreditavam que as mulheres deveriam ser submissas ao homem, criando uma dependência que acentuaria o contorno patriarcal à família. Mas, a participação das mulheres foi significativa na sociedade mineira colonial. Tal situação foi possível graças à natureza complexa da sociedade mineradora. A necessidade de manutenção da unidade doméstica levou viúvas brancas a uma inserção efetiva, elas romperam com o discurso misógino difundido pela elite. Relatar situações vivenciadas por elas é a proposta desta obra, que também tem como objetivo refletir sobre a principal questão que moveu a pesquisa: como as mulheres podem ocupar espaços e superar as barreiras impostas pela misoginia, em uma sociedade dominada pelo masculino, ainda que essa dominação não encontre sustentação nas leis atuais?
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Antes do MP3
"Antes do MP3" resgata uma antiga prática dos amantes da música - os audiófilos - em uma era pré-internet: a pirataria musical através das fitas cassete. Utilizando matérias e cartas dos leitores da extinta Revista SOMTRÊS (a primeira revista de equipamentos de som do Brasil), esse estudo busca compreender como se dava as práticas de trocas informais de gravações de discos e se tais trocas, de fato, afetavam significativamente a indústria musical no fim dos anos 1970 e início dos anos 1980.
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Arthur de Gobineau aux tropiques
Dans le processus de formulation dun discours national, deux tendances, une pseudo-scientifique et lautre militante-humanitaire, se sont affrontées. En fait, la percée croissante des sciences naturelles et techniques, depuis le milieu du XIXe siècle, donna à la pensée raciale un caractère nettement déterministe, ce qui allait à lencontre des arguments et des luttes menées par les abolitionnistes et de certaines cercles inspirées par lidéal révolutionnaire de la liberté. Pour les deux jeunes nations, cela représentait un défi, mais de façon diverse. Si lHaïti républicain sengagea résolument un cas rare à lépoque contre une discrimination généralisée et supposément naturelle des femmes et des hommes noirs, le Brésil impérial préserva la pratique esclavagiste, même ayant du mal à justifier linégalité entre les personnes devant un monde qui se voulait libéral.
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Félix Nunes de Miranda
O cristão-novo Félix Nunes de Miranda foi processado por duas vezes pelos Tribunais do Santo Ofício de Llerena, na Espanha, e de Lisboa, em Portugal. Em 1696, foi preso por roubo e práticas judaizantes e no período entre 1697 e 1727, ele e a família se mudaram para Campos da Cachoeira, na Bahia, para recomeçar a vida longe dos tribunais inquisitoriais. Após 30 anos vivendo no Brasil, Félix retornou ao Reino acusado de relapsia em judaísmo, crime pelo qual foi relaxado à justiça secular. Além de sua trajetória, buscou-se nesta pesquisa analisar a herança imaterial em suas duas vertentes, as práticas de que fora acusado de ter e as crenças nas quais afirmou ter sido instruído.
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Brasões Episcopais
O presente trabalho teve como objetivo realizar uma análise histórica e estética dos brasões dos arcebispos da Diocese da Bahia do Século XVIII. Foi feito um estudo sobre a história da Heráldica e suas regras de elaboração, dando ênfase, especificamente, ao ramo da armaria que se dedica às armas-de-fé: a Heráldica Eclesiástica. Outrossim, evidenciou-se o período no qual os brasões foram desenhados e a instituição que os promoveu, a Igreja. Entende-se, pois, o brasão como desenho e o desenho como registro e memória. Mais ainda, como manifestação artística; e como tal, não está alheia ao seu tempo. Considerou-se, da mesma maneira, a heráldica no contexto do movimento estético vigente no século XVIII na Bahia. A partir daí, buscou-se nos brasões estudados entender a relação entre o desenho heráldico e o movimento Barroco. Em epílogo, foi feito uma reflexão sobre a história da heráldica, sobre a heráldica brasileira e, em particular, acerca da heráldica episcopal do século XVIII baiano. Enfatizou-se essa forma de desenho como um elemento importante das artes gráficas coloniais, salientando o valor historiográfico e estético dos brasões episcopais.
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Tuneiras do Oeste - Paraná
Este livro é o resultado de uma intensiva pesquisa histórica sobre a ocupação da região noroeste do estado do Paraná no período de 1950 a 1970.Partindo de Tuneiras do Oeste e daí para a região, pelo estado e para a história do Brasil.Havia uma preocupação governamental em ocupar a área em matas na divisa com países limítrofes e promover a integração do Mato Grosso ao território brasileiro, já que sofria influências de países vizinhos. Nesse sentido, foram elaborados alguns projetos, como a construção de uma estrada de ferro que ligaria o Brasil ao Peru.No Paraná, um projeto previa uma extensiva malha rodoferroviária e fluvial. Essa integração previa em 1933 um entroncamento ligando importantes vias em um local chamado Tuneiras.A importância da cultura do café.O deslocamento dos primeiros moradores por estradas precárias, até chegar ao local escolhido. Derrubar a mata, construir suas residências com os materiais produzidos por eles mesmos, dentro daquilo que a floresta lhes proporcionava, e a implantação das lavouras.O cotidiano dos habitantes.A comparação entre os modelos de colonização público e privado.Pesquisas realizadas em órgãos oficiais estaduais e federais, bibliotecas, depoimentos de moradores, documentos iconográficos e acadêmicos.Como toda pesquisa científica, seguiu um método predeterminado alicerçado em fontes confiáveis. O tema, e recorte temporal, já estão explicitados no título, e seguem a linha de pesquisa: História, Cultura de Narrativas.
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Decolonialidade a partir do Brasil - Volume 3
Vivemos em uma era de transformações que ocorrem cada vez mais rápidas e que faz surgir reflexões acerca do que queremos para o nosso futuro. Para embasar esta análise iremos apresentar um pensar a partir da crise da modernidade e suas consequências, e assim buscaremos as soluções aos desafios de nossos tempos.Este livro faz parte da coleção de livros decoloniais criada pelo Coletivo Decolonial Brasil com o objetivo de unir pensadores e atores decoloniais brasileiros.O volume 3 irá abordar temas das consequências da colonialidade do ser, conceito apresentado por Catherine Wash, que é desvalorização e a desumanização dos que distanciam-se do padrão eurocêntrico de racionalidade e etnicidade. Trata-se se 16 capítulos inéditos que irá possibilitar uma leitura sobre povos indígenas, racismo, sistema punitivo brasileiro, negritude, quilombolas, movimentos sociais e LGBTQIA+.
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A trajetória de uma construção patrimonial
Entre tantas outras coisas, espera-se de um HISTÓRIAdor que seja capaz de pensar os problemas do presente com os instrumentos de seu ofício. Entre tantas outras coisas, espera-se de um trabalhador de museu que perceba que falar de museu é falar de poder. Pensar sobre isso, problematizar as escolhas, evidenciar os desenvolvimentos que levam um museu a consagrar (pelo tempo que for) tal ou qual narrativa é um imperativo para quem trabalha em museu.O que Noris Leal faz neste livro é articular estes dois elementos da sua formação a história e o museu de um modo que, certamente, ressoará por muito tempo na trajetória do Museu do Doce da UFPel e que evidencia a intencionalidade e o trabalho mobilizados para a instalação do Museu do Doce na Casa do Conselheiro.Além disso, a autora mostra e o faz com a qualidade de saber falar, no mesmo tom, aos doutos e aos estudantes, nas palavras de Marc Bloch como, neste processo, foram articulados patrimônio material e imaterial da cidade. O primeiro, representado no imóvel tombado, parte de um conjunto de bens integrados, mostra um modo de vida das famílias ligadas à produção de charque no século XIX na cidade; o segundo, representado pela tradição doceira que, naquele momento, ainda, não tinha registro como patrimônio imaterial brasileiro.Desfrutemos dessa leitura!Profa. Dra Carla Rodrigues Gastaud
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Os Intelectuais das Ciências Humanas e a Religiosidade
Este livro estuda o modo pelo qual ocorrem as relações entre religiosidade e a condição de intelectual das Ciências Humanas na Amazônia. Neste intuito, usando informações históricas e estatísticas, faz, primeiramente, a desconstrução da ideia do senso comum, sob a qual pensa-se que o saber das Ciências Humanas seria causa quase implacável de ateísmo ou agnosticismo para aqueles que dele tomam parte. Após isso, dialogando com autores como Max Weber, Georg Simmel e Mircea Eliade, constrói uma reflexão histórica e teórica acerca das relações entre fé e razão no ocidente, estabelecendo ao fim uma tipologia analítica dessas relações para suas expressões sociológicas. Em seguida, corroborado pelos pensamentos de autores como Antônio Flávio Pierucci e Peter Berger, a obra elucida a situação moderna da religião, ressaltando as especificidades do processo de secularização pelo qual passa a sociedade ocidental e amazônica, mas também em como este se relaciona com o grupo social dos intelectuais das Ciências Humanas. Ao fim, analisa sete entrevistas realizadas com intelectuais das Humanidades da Amazônia de diferentes posições religiosas a respeito de suas relações com a religiosidade, de uma perspectiva pessoal.Certamente, útil e esclarecedor para professores e intelectuais das Ciências Humanas, bem como para religiosos em geral.
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Conhecer Barroso
No livro Conhecer Barroso, Antônio Claret aborda temas e dilemas vividos pela sociedade brasileira, mineira e barrosense no século XXI. São conteúdos diversificados (educação, saúde, desenvolvimento social, economia, meio ambiente, segurança, política, administração pública, racismo, gênero, direitos humanos, desigualdades, entre outros), mas sempre apresentados de forma simples e direta. Os capítulos têm caráter opinativo, mas são opiniões fundamentadas em dados, estatísticas, fatos e evidências científicas. O contexto barrosense, cidade de pequeno porte do interior mineiro, bem como o tempo presente servem de tela para discussões que, no entanto, transcendem o tempo e o espaço e nos fazem pensar sobre a condição humana e sobre problemas que atingem, ao mesmo tempo, desde a família e a comunidade local, até o país e o contexto internacional.
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