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Historia

Lugar no Materialismo Dialético

O presente trabalho tem por intenção embasar uma proposta de ensino de geografia que tem no conceito de lugar seu mediador fundamental. O estudo será metodologicamente construído e fundamentado sob a luz do materialismo histórico e dialético, traçando assim, como objetivos secundários, como tal perspectiva influencia a reformulação da geografia brasileira, seus principais traços teóricos e metodológicos, assim como compreender a abordagem dada ao conceito de lugar por essa corrente de pensamento. A ideia central aqui é contribuir para a construção de um arcabouço teórico-metodológico de uma perspectiva crítica e materialista do ensino da ciência geográfica.
$ 16.750

Um termômetro vivo da civilização

O médico que só sabe de medicina, nem de medicina sabe é uma das traduções mais comuns para a célebre frase de Abel Salazar. Estendemos o alerta para todas as pessoas interessadas na história da saúde. Não há como pensar a medicina, suas práticas e seus representantes fora da rede de pessoas, sentimentos, técnicas, pactos e conflitos que dão forma às questões sociais, econômicas e políticas vigentes em determinado contexto ainda que este seja passível de transformações, influenciado por aquilo que influencia. O livro aqui apresentado exemplifica essa rede que torna a saúde e a medicina fenômenos necessariamente sócio-históricos. Na segunda metade do Oitocentos, um grupo de esculápios decidiu lançar uma gazeta médica na Bahia. As causas para tal, bem como a compreensão desse tipo de jornal e sua circulação entre 1866 e 1870, são cernes das três partes em que esta obra se divide. Na primeira, Vanessa Queiroz apresenta a Gazeta Medica da Bahia ao (à) leitor (a), ora dialogando, ora destacando pontos deixados no escuro pela historiografia tradicional. Na segunda, perscruta a higiene pública como mote da publicação. Na terceira, analisa as constantes aparições da cólera-morbo na folha médica baiana em sua primeira fase. A estrutura contribui para o entendimento de que a medicina, os médicos e a saúde nunca são uma coisa só, nem existem de forma isolada. A imprensa médica como conceito histórico e lugar de alteridade, conforme apresentada pela HISTÓRIAdora, ratifica a assertiva.
$ 25.400

A luta pela paz na África

Este livro é decorrente da minha Tese de Doutorado, defendida no ano de 2019, na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. Tendo como objetivo verificar a luta pela paz travada em Angola e Moçambique, este livro está estruturado em sete partes assim definidas. A primeira parte procura ambientar o leitor ao tema do livro, trazendo elementos conjunturais do pós-guerra fria no continente africano na década de 1990. A segunda parte discorre sobre os aspectos epistemológicos e metodológicos pertencentes a esta obra. A terceira parte revisita a teoria que trata sobre os Estados Falidos, contextualizando-a com a proposta definida neste livro. A quarta parte realiza uma revisão histórica e conceitual das operações de paz, da mesma forma que apresenta a contribuição do Brasil nessas missões. A quinta parte analisa a luta pela paz travada em Angola, revisitando a história angolana desde a sua origem até o século XXI. A sexta parte analisa a luta pela paz travada em Moçambique, revisitando a história moçambicana desde a sua origem até a década de 1990. A sétima e última parte destina-se a analisar os dois processos de paz, apresentando os acertos e os erros cometidos nesses eventos.
$ 67.250

A Presença do Invisível

Com o fim da Guerra Fria foi vista uma crise global das esquerdas e consequente aumento no campo neoliberal pelo mundo. Tal conjuntura teve reflexos na política brasileira do pós-ditadura militar, o que lançou a reflexão na qual se baseia esta obra: onde estariam marcadores ideológicos do neoliberalismo em falas presidenciais na recente democracia do país? Para esclarecer, entre outros elementos, foram considerados no escopo da ideologia neoliberal conceitos como individualidade, liberdade, razão, justiça e tolerância, na forma em que se apresentam como pressupostos que servem de lente teórica para a intepretação dos dados analisados. Para tanto, foi feita uma análise dos conteúdos de discursos dos presidentes eleitos entre 1990 e 2016. Sob momentos emblemáticos para públicos de dentro e de fora do país, um olhar foi montado sobre palavras proferidas dos políticos em questão (Collor, Fernando Henrique, Lula e Dilma) na verificação de maiores ou menores ocorrências de marcadores neoliberais de discurso. Em outras palavras, é a busca em perceber elementos de falas pró-mercado que estenderam sua mão invisível e presente na história de um país recente, nos trazendo reflexões acerca de um melhor Brasil no porvir.
$ 54.295

Os projetos para o desenvolvimento da Nação na Revista Cultura Política durante o governo Vargas

A Revista Cultura Política foi um dos canais de difusão da ideologia de governo que se articulou no Estado Novo. Ela circulou de março de 1941 a outubro de 1945. Era uma revista de estudos brasileiros destinada a explicar as transformações socioeconômicas pelas quais passava o país. Além de relatar minuciosamente as realizações governamentais, ela funcionava como uma central de informações sobre Getúlio Vargas e o Estado Novo. Durante a sua existência, atingiu a marca de 50 publicações com ampla divulgação e vendidas mensalmente nas bancas do Rio de Janeiro e São Paulo. Teve a participação de grandes expoentes da intelectualidade brasileira, abrigando as mais diversas correntes de pensamento, tais como: Almir de Andrade, Azevedo Amaral, Cassiano Ricardo, Francisco Campos, Lourival Fontes, Graciliano Ramos, Gilberto Freyre, Nelson Werneck Sodré, entre outros presentes na elaboração dos artigos da Revista, os mais variados temas discutidos por eles e a alta tiragem de seus exemplares nos chamaram a atenção e serviram de base para o nosso estudo. A partir dos artigos da Revista Cultura Política, propomos um estudo dos projetos para o Brasil dos intelectuais autoritários que, em certa medida, eram influentes no pensamento estadonovista. Estudaremos o pensamento e os artigos dos autores: Almir de Andrade, Azevedo Amaral, Cassiano Ricardo, Francisco Campos e Lourival Fontes, pois estes autores são considerados os principais autores autoritários e ideólogos do Estado Novo.
$ 24.450

Cidadãos do Céu

O grupo religioso formado pelos evangélicos batistas está presente no Estado de Minas Gerais desde o século XIX. Ao pensar neste grupo, que já há alguns anos está estabelecido, surgiu a pergunta geradora da tese que gerou o presente livro: como os batistas mineiros construíram sua identidade? Usando como fonte primária de pesquisa o órgão oficial do mencionado grupo, o jornal O Batista Mineiro, o livro tem por objetivo apresentar como se deu o processo de construção da identidade dos batistas de Minas Gerais. Como pressupostos teóricos foram utilizados a teoria crítico-libertadora que apresenta como os protestantes brasileiros construíram sua identidade não a partir deles mesmos, mas a partir da oposição ao outro, o inimigo, no caso, o catolicismo romano, e a teoria que apresenta as relações entre estabelecidos e outsiders. A metodologia utilizada foi bibliográfica, através da seleção e interpretação de artigos e matérias publicadas em O Batista Mineiro, desde sua organização, em 1920 até a década de 1960. Como resultado, apresenta-se o que entendemos ser a comprovação da hipótese central: a identidade batista mineira, tal como apresentada no periódico O Batista Mineiro, não foi construída por afirmação, mas por confrontação.
$ 28.850

Os Paiter Suruí

Este livro aborda a história do povo indígena Paiter Suruí, situado entre os estados de Rondônia e Mato Grosso. O objetivo consiste em analisar as rápidas mudanças que viveram esses indígenas desde antes do contato com os não-indígenas até os dias atuais. Inicia-se com a exposição da forma de vida dos Paiter Suruí refletida nos mitos, nas festas, na moradia e em sua articulação social tradicional. Em seguida, a análise passa pelas transformações radicais e o quase aniquilamento no momento do contato oficial, devido às doenças trazidas pelos não-indígenas, às invasões, ao impacto que causaram as madeireiras no seu habitat, à luta pela terra e expulsão dos invasores. Por último, apresenta-se a adaptação desses indígenas à sociedade capitalista globalizada, no marco do estado brasileiro, dando ênfase à defesa ambiental da sua terra, à articulação política e à valorização da educação dentro do seu território. Destacam-se os projetos de venda de carbono, o plano de cinquenta anos que visa projetar o futuro do povo Paiter Suruí e as parcerias com ONGs (brasileiras e estrangeiras), demonstrando a capacidade de articulação desses indígenas com a sociedade não-indígena. Essa última etapa revela como a tecnologia (sejam computadores, GPS ou Internet) foi utilizada como ferramenta para alcançar os objetivos perseguidos por esses indígenas, quebrando assim o falso mito dos índios como sociedade atrasada.
$ 22.250

A Nova República Sem Máscara

Este livro se prontifica a fazer uma interpretação do Brasil às vésperas do bicentenário de sua independência. A tarefa é árdua, visto que na condição de HISTÓRIAdor, é sabido que, às vezes, é necessário um recuo seguro do tempo. Contudo, qual é o tempo preciso que delimita a segurança? Impossível precisar.A Nova República passou nos últimos dez anos por eventos alucinantes. Não se teve um mínimo de paz em todo esse tempo. A vida do cidadão brasileiro foi consumida por intrigar políticas, problemas sociais, discursos moralistas e crises econômicas. É a pior década da história econômica do Brasil republicano.O debate político foi às favas. Havia entre nós o mínimo de cordialidade, quando o assunto era política. Violência contra presidenciáveis, ataques a jornalistas, discursos de ódio e o ambiente tóxico das redes sociais carbonizaram a vida do leitor nos últimos dez anos. E, você, às vezes, nem sabe o porquê.A pandemia da Covid-19 tornou o cenário muito pior. Disparado, o Brasil é o país com o pior desempenho no combate à doença. O descaso com o número de mortos, o falso dilema vida versus economia e as ações lamentáveis do presidente Jair Bolsonaro foram trazendo novas reflexões.A presença obrigatória das máscaras, por questões sanitárias, escondendo uma parte das faces levou o autor a refletir: o que está escondido na história recente da Nova República? O debate político raivoso, tóxico e agressivo no que tange ao combate à pandemia só levantou novos questionamentos, afinal, a vida é o bem mais precioso que temos.O terrível cenário supracitado levou o autor a indagar sobre a questão estrutural: o Brasil é um país carente de projetos. Tal constatação é triste! O deserto de ideias é gigantesco. E a culpa é dupla. Primeiro, ela deriva da nossa incapacidade de fazer política; segundo, o Brasil se tornou assim por conta da presença corriqueira do neoliberalismo entre nós.O escritor havia encontrado o Fio de Ariadne. O Brasil se tornou um laboratório de um neoliberalismo agressivo, violento e, infelizmente, reacionário. Sem política, não há projetos; sem projetos, reina a violência; com a violência, não há política. Jair Bolsonaro foi eleito nesse cenário. Esse é o Brasil real, que sofre às vésperas do bicentenário da independência.Com prefácio da professora Dra. Carla Reis Longhi, o livro convida o leitor a entender uma parcela de nossos problemas reais nos últimos dez anos. Vamos tirar a máscara da Nova República!
$ 34.295

Fascismo

O que é o fascismo? Ele é revolucionário ou reacionário? Pode ser ambos? Sua definição é certamente difícil. Como podemos entender uma ideologia que atrai tanto grupos violentos quanto intelectuais? Que clama por um retorno à tradição, mas que ao mesmo tempo mantém um fascínio pela tecnologia? Que prega a violência em nome de uma sociedade ordenada? Fascismo: uma breve introdução desvenda os paradoxos de um dos fenômenos mais importantes do mundo moderno. Traça suas origens na crise intelectual, política e social do final do século XIX, sua ascensão após a Primeira Guerra Mundial, incluindo os regimes na Itália e Alemanha, e as fortunas de movimentos fascistas fracassados na Europa Oriental, Espanha e nas Américas. A obra também considera o fascismo na cultura, o novo interesse pela pesquisa transnacional e o progresso da extrema direita desde 2002.
$ 17.050

Democracia, Comunismo e reformas na Venezuela de Rómulo Betancourt (1940-1964)

Desde o início do século XX, a Venezuela teve a sua trajetória política marcada pelos regimes ditatoriais. Uma das ditaduras mais longas foi a do general Juan Vicente Gómez, de 1908 a 1936. Durante esse período, emergiu no cenário político um grupo de estudantes da Universidade Central de Caracas (UCV), entre eles, Rómulo Betancourt. Esses estudantes iniciaram uma série de manifestações e movimentos de contestação contra a ditadura, o que os levou a serem conhecidos como a Geração de 28. Com o seu surgimento, diversas organizações e atores políticos emergiram, com o objetivo de fundar os posteriores partidos políticos que a Venezuela iria conhecer. A obra mostra o processo de formação de partidos políticos da chamada esquerda venezuelana e os debates ideológicos envolvendo comunistas, liberais e democratas na construção da cultura política do país. Nesse processo de transformações políticas e culturais, a sociedade venezuelana tornou-se o ambiente de disputa pelo discurso que se tornaria hegemônico no país. Nesse contexto, Rómulo Betancourt destacou-se como o líder de um dos partidos mais importantes do país, a Acción Democrática (AD), estabelecendo diálogos entre o comunismo, o marxismo e a democracia.
$ 23.895

Um entendimento de república em O Federalista

No último ato da Revolução Norte-Americana, assistiu-se ao debate de ratificação da Constituição de 1787. O desejo de agir em favor de um governo nacional forte e centralizado possibilitou a James Madison propor, no interior da Convenção Federal reunida nesse ano, a criação de uma nova Constituição que substituiria os Artigos da Confederação. Ao fim dessa convenção, o projeto da Constituição seguiu para o processo de ratificação. Em Nova Iorque, foram publicados os Artigos Federalistas escritos por Hamilton, Madison e Jay com o propósito de persuadir favoravelmente à Constituição. Entre os aspectos conceituais desse projeto há consagração do princípio da separação dos poderes; da representatividade com a defesa da existência de homens mais talentosos para ocuparem as funções públicas e que se ocupassem com os interesses nacionais de modo a apresentar um espírito cosmopolita e não localista; da construção da república em larga extensão territorial com possibilidade de expansão; elaboração de uma estrutura federal com um governo nacional de poderes enumerados e os governos estaduais possuindo os poderes residuais aspectos defendidos com o propósito de veicular a estabilidade do governo republicano. Em contrapartida, o modo de entendimento do regime democrático indica a recusa dos autores a esse regime de princípio de ação popular direta na condução dos negócios públicos e de princípio da defesa de que a maioria poderia degenerar em uma tirania.
$ 22.395

Práticas mortuárias de grupos de línguas Tupi-Guarani

A Arqueologia é uma ciência que se propõe a uma tarefa ousada e difícil: tentar fazer os mortos falarem. Ela é a análise dos vestígios deixados por grupos que viveram em certa área. As práticas mortuárias fazem parte disso. Trazemos um levantamento de vários lugares dos mortos que a Arqueologia considera como Tupinambá e Guarani de regiões que hoje fazem parte dos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio de Janeiro. Também fizemos um compêndio de gestos e práticas em relação aos mortos, a partir da leitura de fontes etno-históricas e da análise de contextos arqueológicos escavados ao longo de quatro décadas. Isso nos permitiu construir um quadro de onde, quando e como certos grupos sepultavam seus mortos, o que não apenas traz à tona uma rica e complexa relação entre vivos e mortos, como também nos possibilita saber onde esses grupos habitaram antes da chegada dos colonizadores europeus, quais as semelhanças e diferenças entre eles no tocante às práticas mortuárias e como essas práticas se mantiveram e se alteraram com o tempo. O objetivo principal desse estudo é trazer à tona esse aspecto fundamental da vida, que é a morte, para tentar fazer os mortos falarem e nos contarem o quanto as culturas indígenas do Brasil são ricas e podem ter muito a nos ensinar, e que, longe de serem coisa do passado, são um presente que precisamos conhecer melhor e nos aprofundar em seu universo, para que assim possamos dar a elas o devido valor e respeito.
$ 102.595

Cotidiano e Sociabilidades

O Brasil é um país que se constituiu a partir de um tripé: latifúndio, monocultura e trabalho escravo. As nossas raízes históricas e sociais estão, indissoluvelmente, vinculadas a esses elementos estruturais que, direta e indiretamente, determinaram nossas bases políticas, econômicas, sociais, culturais e simbólicas. Dessa forma, a formação do latifúndio mediante a prerrogativa monocultora e escravocrata fundou nossa nacionalidade em desigualdades, violências, ódio e desprezo. Diante desse processo, tivemos resistências. É nesse sentido que o campesinato resiste e existe na luta contra o latifúndio, contra as desigualdades, a violência das elites agrárias e o desprezo do Estado. Portanto, a luta pela terra é um direito legítimo exercido pelas maiorias marginalizadas, exploradas e violentadas historicamente pelo latifúndio, monocultura e trabalho escravo. Foi por isso que houve nosso interesse em pesquisar o Assentamento São Bento, no município de Heitoraí, Estado de Goiás. E no livro, temos por objetivo contar um pouco da história de vida e luta de um grupo de assentados e assentadas, em que, a partir do ano de 1996, acamparam às margens de uma rodovia e iniciaram a luta pela terra, permeada de desafios, vivências e experiências acumuladas. No assentamento, essas vivências e experiências adquiridas por meio da luta pela terra no tempo do acampamento continuaram, agora, sob outras formas, conteúdos e estratégias. Continuam a lutar, agora, não pela terra em si, mas para nela permanecer, para nela trabalhar de forma autônoma e digna. Construíram relações de parentesco e vizinhança, redes de sociabilidades marcadas por auxílios mútuos, reciprocidades, cooperação e associativismo. Tudo isso elabora-se no cotidiano da vida, do mundo do trabalho, da produção. Tudo isso acaba por evidenciar uma ruptura, mesmo que momentânea, com o mundo da mercadoria, do valor de troca, da burocracia e do binômio capital-estado. E assim se estrutura modos de vida e visões de mundo na tessitura do viver cotidianamente.
$ 27.695

Caminhos e Tropeirismo em Guarapuava

Esta obra procurou traçar a trajetória do tropeirismo no contexto histórico dos séculos XVIII e XIX. Apresentando o universo do tropeirismo em toda a complexidade de suas formas econômicas e sociais. Demonstrando a articulação desta atividade entre os setores que estruturavam a economia brasileira; o setor de subsistência que mobilizava o mercado interno, e o setor exportador condutor da economia. As perspectivas de um mercado em expansão, onde o transporte era vital, resultou na abertura do Caminho do Sul, trajeto que ligava o centro criatório de muares no Rio Grande do Sul ao centro consumidor em São Paulo. Este Caminho possibilitou o povoamento e a integração desta região ao resto do país, além de fixação das fronteiras do território brasileiro ao Sul. O Paraná, área intermediária deste percurso, beneficiou-se com a circulação das tropas em seu território, transformando esta atividade em sua principal fonte de renda, resultando na multiplicação de fazendas e invernadas, base de sua economia, acelerando o povoamento e o surgimento de diversas cidades. Buscou-se é focalizar e analisar o papel e o lugar de Guarapuava neste processo histórico, apresentando questões que envolvem os aspectos econômicos e sociais gerados com a abertura da Estrada das Missões e os impactos que a inserção do tropeirismo causou nesta sociedade.
$ 28.450

Um Estopim em 1914

As relações entre o Reino Unido e o Império Otomano foram marcadas, no século XIX, por proximidade. Londres manteve, durante décadas, a consciência de que a preservação do sultanato otomano era fator essencial para as vontades e interesses nacionais. Entretanto, o início do século XX indicou um distanciamento desta mentalidade e a eclosão da Grande Guerra marcou o abandono oficial de que o governo deveria proteger a integridade territorial otomana ao máximo. Ao final da guerra, a questão do tratado de paz se interpôs entre as preferências acordadas, durante o conflito, entre os Aliados, e o sultanato se viu inserido em um processo de barganha que culminaria numa decisão que este deveria simplesmente aceitar. O intuito deste estudo é captar se, neste processo, a continuidade do sultanato como modelo de Estado turco foi algo naturalmente planejado pelo Reino Unido e seus Aliados nas negociações secretas anteriores ao Armistício de Mudros e nas conversações que se estenderiam até 1920 e culminariam no Tratado de Sèvres.
$ 19.750

Itanhandu

A história e curiosidades de uma pequenina cidade em tamanho, porém grande em suas realizações. Nesta obra o leitor encontrara alguns fatos marcantes do município de Itanhandu, entrelaçado com fatos históricos nacionais, através da visão do autor que transcreve suas experiências e suas visões da historiografia itanhanduense. História, Misticismo e personalidades que compuseram e ainda compõem Itanhandu/MG o conduzindo para seu caminho futuro.
$ 19.650

Anarquismo e Ação Direta

A gênese da ação direta e a sua relação com o anarquismo são os temas principais desta obra. Aqui, o autor busca ampliar a compreensão do campo político utilizando o modelo da guerra proposto por Michel Foucault em seus escritos sobre a governamentalidade, com o objetivo de apreender a ação direta como ação política diferente da concepção liberal.Autores, teóricos e militantes do anarquismo, como Proudhon, Bakunin, Malatesta, Pelloutier e outros, foram referências na pesquisa para reconstituir a teia de significados, relações, referentes e ressonâncias da ação direta dentro do movimento social e operário e, particularmente, no sindicalismo revolucionário e no movimento anarquista.O autor analisou historicamente os escritos de Malatesta, que caracterizam o anarquismo como uma organização política que rejeita certos tipos de autoridade, fazendo um uso ético da violência.A sua pesquisa permitiu considerar a ação direta como uma estratégia ético-política, que se utiliza tanto da violência quanto da persuasão através da pedagogia revolucionária, da propaganda pela ação, das greves, dos boicotes, das sabotagens, enfim, das revoltas em que os dois polos de dispositivos políticos (violência e persuasão) se relacionam entre si.Assim, o estudo da ação direta empreendido por Adonile A. Guimarães possibilita a compreensão do campo político para além dos parâmetros da democracia liberal e abre para novas formas de se fazer e compreender a política na modernidade.
$ 22.795

A Conquista dos Sertões de Minas

No século XVIII, a Capitania de Minas Gerais tinha sua configuração territorial indefinida. Este trabalho mostra quem foram os primeiros habitantes da nascente do S. Francisco, Serra da Marcela e Quilombo do Ambrósio e a forma como a terra era distribuída e explorada, bem como os ritmos de povoamento no período compreendido entre 1737-1790. Trata-se de uma sociedade baseada na grande propriedade rural e fundamentada na economia de subsistência. O ritmo de ocupação foi impulsionado por uma expedição realizada em 1769 em busca de ouro e investigando a presença de quilombos. A conquista e ocupação do Alto S. Francisco não podem ser vistas apenas sob a ótica da posse da terra. A anomia dos lugares explica a imprecisão contida nas cartas de sesmarias. A falta de limites precisos gerava contendas entre os sesmeiros. Não se pode atribuir unicamente aos negros a explicação para o pouco interesse, até meados do século XVIII, pela região. A consciência geográfica dos habitantes das Minas setecentistas fundamentou a construção de diversas identidades regionais. Destaca-se a face rural da capitania, seus sertões, currais e campos. O Alto S. Francisco foi ocupado devido às necessidades econômicas e políticas, daquele momento, resultado de um processo maior de expansão. O território começou a ser explorado ainda na primeira metade do século XVIII, com a concessão em 1737 de algumas sesmarias nas cabeceiras do Rio S. Francisco.
$ 23.150

Exilado em seu próprio país

Este livro analisa a atuação de Carlos Lacerda na política brasileira após o golpe de 1964. Em suas cartas deste período, Lacerda se apresenta preparado para ser candidato presidencial, mas os rumos traçados pelos militares eram diferentes dos que ele pretendia seguir. Dessa forma, o antigo aliado se torna opositor, mas não por muito tempo. Em 1968, Lacerda teve os direitos políticos cassados pelos mesmos militares que ele apoiou na época do golpe. É uma oportunidade para estudar a história recente do Brasil a partir do olhar de um dos seus principais personagens. O político que defendeu golpes se tornou alvo de um golpe.
$ 22.250

Permanências pagãs e aspectos híbridos na Islândia do século XIII

A instituição eclesiástica, desde o século V, buscava converter os ditos povos pagãos. Essa empreitada ocorreu por meio de um processo gradual de adaptação das tradições religiosas. A Escandinávia foi cristianizada por volta dos séculos IX e X, e, dentro desse contexto, a Islândia passou pelo processo no ano mil, aproximadamente, em meio a disputas entre pagãos e cristãos, que vinham pouco a pouco ascendendo politicamente. A conversão islandesa acabou conduzindo a um processo de hibridismo religioso, no qual o cristianismo absorveu muitos traços do paganismo. Esta obra busca analisar a permanência desses traços pagãos e dos aspectos híbridos na Islândia do século XIII à luz da Brennu-Njáls saga, produzida também no século XIII, em língua nórdica antiga, por um autor anônimo. A saga trata de diversos conflitos na Islândia entre os séculos X e XI, dentre eles, o próprio processo de conversão. Por ser produzida no contexto da pós-conversão, ela traz, dentro da sua narrativa, elementos que retratam cultural e socialmente essa sociedade, assim como a sua mentalidade, mediante a visão do seu autor.
$ 16.750

Do tiranicídio ao impeachment

Em 2016, o Brasil vivenciou seu segundo processo de impeachment em menos de 30 anos. Compreendido como medida excepcional, o instituto do impeachment tornou-se recorrente nas jovens democracias latino-americanas revelando peculiar interação entre Executivo, Legislativo e sociedade. Com vistas a compreender melhor os contornos deste instituto, o presente livro fruto de dissertação de mestrado desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Direito da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais apresenta interessante análise histórico-comparativa entre impeachment e tiranicídio.
$ 19.350